Baixada Santista registra acidentes causados por pipas com linha chilena e cerol

Na região, a Guarda Civil Municipal (GCM) é a responsável por fiscalizar e apreender linhas de pipas com cerol

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30 JUL 2019Por Caroline Souza08h00
Com o Projeto Educacional para Uso Consciente de Pipas, a Prefeitura de Santos orienta sobre os riscos do cerolFoto: Nair Bueno/DL

Nas redes sociais, as imagens dos cortes por cerol e linha chilena chocam. A primeira, uma mistura de cola, limalha e vidro moído. A segunda, um composto de pó de quartzo e óxido de alumínio. Ambos são proibidos, mesmo assim, comuns entre quem empina pipa. Este ano, quatro acidentes foram registrados na Baixada Santista, dois em Bertioga e dois em São Vicente. Nenhum resultou em óbito.

Um caso em Betim (MG) ganhou repercussão nacional. Um adolescente de 15 anos teve a perna amputada após ser ferido gravemente por linha chilena. O jovem foi atingido enquanto andava pela calçada perto de sua casa. Internado desde o dia 20, recebeu alta no último domingo.

Na região, a Guarda Civil Municipal (GCM) é a responsável por fiscalizar e apreender linhas de pipas com cerol.

A Prefeitura de Guarujá informou que a GCM intervém quando é acionada ou quando flagra o uso de linhas de pipas com cerol, realizando a apreensão do material ou até mesmo conduzindo o infrator à delegacia e, caso seja adolescente, deve ser encaminhado junto com os pais ou responsáveis. O Conselho Tutelar também é acionado.

Através do Projeto Educacional para Uso Consciente de Pipas, a Prefeitura de Santos atua na conscientização da população. "Essa ação é desenvolvida com palestras nas Unidades de Ensinos do município, com o objetivo de orientar crianças e adolescentes sobre os riscos de empinar pipas de forma insegura e os acidentes causados quanto ao uso do cerol", esclareceu a Administração Municipal. A GCM de Santos realizou, até junho deste ano, 16 apreensões de linha cortante.

Desde o início do ano, a GCM de Praia Grande realizou oito apreensões de linhas de pipa com cerol. A CGM faz patrulhamento pela Cidade, principalmente na orla da praia e na Via Expressa Sul. As equipes são preparadas para orientar as pessoas sobre os cuidados ao brincar com pipas. Nos casos em que é constatado o uso do cerol, o material é apreendido. Caso haja lesão e a pessoa que usava o cerol seja identificada, a ocorrência é também encaminhada à delegacia.

Praia Grande também trabalha a conscientização de crianças e jovens no curso aplicado pelo Grupo de Apoio à Cidadania e Prevenção à Violência nas Escolas (GAPE), da GCM, aos alunos de 5º ano de dez escolas da rede municipal, cujo objetivo é transformá-los em pequenos multiplicadores de informação por meio da prevenção.

A prática pode ser denunciada pelo telefone 153.