Cotidiano

Baixada Santista receberá três vezes mais investimentos em saneamento até 2029

Verba visa ampliar abastecimento de água e tratamento de esgoto

Luna Almeida

Publicado em 07/01/2026 às 07:02

Atualizado em 07/01/2026 às 07:41

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Durante ondas de calor e na alta temporada turística, o consumo cresce de forma acelerada / Divulgação/Sabesp

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A Baixada Santista deverá receber um volume inédito de investimentos em saneamento básico nos próximos anos. 

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Ao todo, R$ 7,5 bilhões serão aplicados até 2029 em obras estruturantes voltadas à ampliação do abastecimento de água e à melhoria do tratamento de esgoto, valor que representa quase três vezes mais do que o montante anual investido entre 2017 e 2024, período anterior à desestatização da Sabesp, realizada em 2024 pelo Governo de São Paulo.

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O plano de investimentos foi definido a partir de um diagnóstico técnico elaborado pela Sabesp durante a fase de transição contratual. 

O estudo apontou gargalos históricos na infraestrutura da região, exigindo um conjunto robusto de intervenções para garantir segurança hídrica e ampliar de forma permanente a oferta de água. 

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A execução das obras é acompanhada pelo Governo do Estado, por meio da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).

Entre os principais problemas identificados estão a limitação na capacidade de produção para atender aos períodos de pico, a baixa integração entre os sistemas existentes, o volume insuficiente de reservação e a alta exposição a eventos climáticos extremos.

Em épocas de chuvas intensas, por exemplo, o aumento da turbidez dos mananciais interfere diretamente no tratamento da água. 

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Já durante ondas de calor e na alta temporada turística, o consumo cresce de forma acelerada, colocando ainda mais pressão sobre o sistema de abastecimento, que ainda segue instável após as últimas chuvas na região.

Esse cenário ajuda a explicar as oscilações registradas em momentos críticos, especialmente no verão, quando a população da região pode triplicar. A situação evidenciou a necessidade de soluções estruturais de longo prazo, indo além de ajustes operacionais pontuais.

A desestatização da Sabesp, realizada em 2024, teve como objetivo antecipar a universalização do saneamento básico no Estado de São Paulo de 2033 para 2029. 

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A previsão é de investimentos totais de R$ 260 bilhões até 2060, sendo R$ 70 bilhões aplicados até 2029 para garantir água potável, coleta e tratamento de esgoto em todo o território paulista.

Obras na região

Entre as principais intervenções previstas e em execução na Baixada Santista estão:

Adutora Santos–Guarujá: considerada uma obra estratégica para a região, a adutora ampliará a integração entre os sistemas de abastecimento, aumentando a flexibilidade operacional e a segurança hídrica. 

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Com investimento de R$ 134,7 milhões apenas na travessia subaquática, o projeto prevê a instalação de uma tubulação sob o canal do Porto de Santos, transportando parte da água produzida na Estação de Tratamento de Água (ETA) Cubatão para o Guarujá. 

A obra beneficiará mais de 450 mil pessoas e tem conclusão prevista para o segundo semestre de 2026. A estrutura terá 5,56 quilômetros de extensão, sendo cerca de 700 metros sob o canal do porto, com capacidade adicional de 500 litros de água por segundo — volume suficiente para encher uma piscina olímpica em apenas uma hora.

Pulmão de Reservação do Sistema Mambu Branco: o projeto prevê a implantação de um reservatório com capacidade total de 40 milhões de litros de água potável. 

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A estrutura foi concebida para reduzir os impactos de chuvas intensas sobre a produção de água, garantindo maior estabilidade no abastecimento regional.

Nova Estação de Tratamento de Água Melvi: com capacidade prevista de 1.270 litros por segundo, a nova ETA ampliará de forma estrutural a produção de água tratada na Baixada Santista, reforçando o sistema diante do crescimento populacional e da demanda turística.

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