Baixada Santista engajada na Hora do Planeta

Neste sábado, entre 20h30 e 21h30, muitas empresas, prefeituras e a população participam de ato simbólico para a conscientização do aquecimento global

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17 JAN 201310h44

Uma hora sem luz em prol de um planeta menos quente. Hoje, das 20h30 às 21h30, empresas, organizações não governamentais (ongs), prefeituras e a população em geral, na Baixada Santista, apagarão as luzes em prol do movimento Hora do Planeta. A mobilização é mundial e só no Brasil terá a adesão de mais de 40 municípios, entre eles, 19 capitais. A campanha Hora do Planeta 2010 é promovida pela Ong WWF-Brasil.

Uma das maiores empresas portuárias do País, a Santos Brasil, apagará as luzes nos terminais do Porto de Santos, no Porto de Imbituba (SC), Porto Vila do Conde (PA) e em São Bernardo do Campo (SP).

Segundo a gerente de Comunicação Corporativa da Santos Brasil, Raquel Ogando, a empresa tem uma política voltada à preservação e à sustentabilidade ambiental, e por isso está engajada nesse movimento.

Entretanto, Raquel explicou que serão apagadas todas as lâmpadas secundárias que não afetem as operações e a segurança nos terminais e na unidade logística. ”O Tecom do Porto de Santos funciona 24 horas, então serão apagadas as luzes de áreas que não estarão funcionando, em dois berços de cais, no Tecon 4 e no TEV”.

Raquel afirmou que além das ações efetivas, a empresa estimulou os funcionário a aderirem à Hora do Planeta. “Entendemos que a consciência ambiental tem que ser trabalhada de forma ampla, envolvendo a todos”.

Raquel lembrou que a Santos Brasil foi a primeira empresa a medir o volume das emissões de carbono nas instalações, de modo a desenvolver ações para minimizar os impactos.

A Prefeitura de Santos, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), também aderiu à Hora do Planeta. Em ato simbólico, as luzes de alguns pontos da Cidade permanecerão apagadas durante uma hora. São eles: Praça da Independência, Praça Mauá, Aquário, Pinacoteca Benedicto Calixto, Fonte do Sapo, Lagoa da Saudade (Morro da Nova Cintra), Teatro Coliseu (fachada), Teatro Municipal Braz Cubas, Teatro Guarany, Estátua do Peixe e Parque Municipal Roberto Mário Santini (emissário submarino).

A coordenadora de políticas ambientais da Semam de Santos, bióloga Maria Cecília Henrique Furegato, explicou que a adesão de Santos é uma iniciativa do secretário da Semana, Fábio Alexandre de Araújo Nunes, que tem como política a participação do Município em todos os movimentos pertinentes à preservação do meio ambiente.

“É importante mostrar que há uma corrente mundial demonstrando que o consumo excessivo de energia está afetando a sustentatibilidade do planeta. Aderir ao movimento é um momento de reflexão”, afirmou Cecília.

Cecília disse ainda que inscreveu sua própria residência na campanha Hora do Planeta. “Inscrevi minha casa e pretendo manter as luzes apagas das 20h30 às 21h30”.

A Prefeitura de Mongaguá também manifestou sua adesão em nota. A cidade do litoral sul da Baixada Santista apagará as luzes de próprios públicos “para expressar a preocupação com o aquecimento global”.

Mongaguá já participa do movimento mundial desde sua primeira edição no Brasil, no ano passado. Este ano, a imagem de Nossa Senhora Aparecida, na entrada da Cidade, e o Ginásio Central serão totalmente apagados. O Centro Cultural Raul Cortez, no Vera Cruz, e o Paço Municipal, no Centro, serão parcialmente apagados, por questões de segurança.

Hora do Planeta

O movimento mundial começou em 2007, em Sidney (Austrália). Por uma hora, residências, empresas e instituições apagam as luzes para mostrar aos líderes mundiais a preocupação com o aquecimento global.

Neste ano, a mobilização ocorrerá em 2 mil municípios de 115 países. No Brasil, são mais de 40 cidades, entre elas 19 capitais. Cada cidadão pode colaborar apagando as luzes de sua casa no horário indicado. Mais informações sobre a campanha Hora do Planeta podem ser obtidas no site http://www.horadoplaneta.org.br/.

WWF-Brasil

O WWF-Brasil executa dezenas de projetos em todo o País, que abrangem apoio à pesquisa, legislação e políticas públicas, educação ambiental e comunicação. Lutam para criar unidades de conservação nos ecossistemas ameaçados, como a Amazônia, o Pantanal e a Mata Atlântica, estimulando alternativas econômicas sustentáveis para as populações locais.