Baixada precisa de mais de 85 mil moradias para superar defasagem

Guarujá, São Vicente e Santos são os municípios com o maior déficit: 33 mil, 20 mil e 10 mil unidades, respectivamente.

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25 AGO 2019Por Caroline Souza07h16
Em São Vicente, mais de 20 mil famílias vivem em condições de moradia precárias, segundo a Secretaria de Habitação.Foto: NAIR BUENO/DIÁRIO DO LITORAL

O déficit habitacional da Baixada Santista ultrapassa 85 mil moradias. Dados das prefeituras apontam que 14 mil unidades habitacionais estão previstas. Mas, mesmo com todas as entregas, a defasagem segue alta e o problema está longe de ser resolvido.

Guarujá, São Vicente e Santos são os municípios com o maior déficit: 33 mil, 20 mil e 10 mil unidades, respectivamente.

De acordo com dados do último Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS) de Guarujá, há 58 assentamentos (núcleos informais) na cidade. Da defasagem de mais de 30 mil moradias, 11.611 mil famílias precisam ser removidas e 21.652 mil residências necessitam de obras de infraestrutura e regularização fundiária.

Até o momento, conforme dados da Administração Municipal, apenas 814 unidades habitacionais estão previstas. Duzentos e quarenta moradias serão construídas no Projeto Enseada (PAC 2), no bairro do Cantagalo. Já no Parque da Montanha, 574 unidades habitacionais - referentes ao Projeto Favela Porto Cidade (PAC 1) - estão quase concluídas, com previsão de entrega para o primeiro trimestre de 2020.

O déficit apurado pelo PLHIS de São Vicente extrapola 20 mil moradias. Quanto às unidades previstas, a Secretaria de Habitação Municipal declarou que "foram retomadas as obras do Conjunto Habitacional Bitaru II, fase 1, com 224 unidades. Ainda, foi pleiteada, no final de 2018, junto ao Governo do Estado, a verba suplementar para continuação do Bitaru II, fase dois, e Rio Branco, quadras B e C. Nesses casos, são mais 400 unidades no Rio Branco, entre as quadras B e C; e mais 216 no Bitaru II, fase dois".

De acordo com a Cohab-Santos, o déficit habitacional do município é de 10.767 unidades. "Há estimativa de que cerca de 2.341 famílias vivem em palafitas no Dique da Vila Gilda, e 859, no São Manoel, Zona Noroeste de Santos".

Estão em construção 1.120 apartamentos no Conjunto Habitacional Tancredo Neves III, em São Vicente, que atenderão demanda de quem vive nas palafitas de Santos.

O déficit habitacional de Cubatão é de 9.515 unidades. O município é o que tem maior previsão de unidades habitacionais - 800 na Vila Esperança, 396 no Jardim Anchieta, 150 Conjunto Afonso Schmidt, 720 na Ilha Caraguatá, 674 na Vila dos Pescadores, 1.720 na Ilha do Tatu e 4.349 na Vila Esperança, esta última em fase de captação de recursos.

Em Praia Grande, a defasagem é em torno de 6 mil moradias. Estão em construção os conjuntos Sítio do campo 1-A (8 unidades), Sítio do campo 1(4 unidades), Sítio do Campo 1-C (25 unidades), Sítio do Campo II (9 unidades), no Bairro Sítio do campo; Antártica I (8 unidades), Bairro Antártica; Vitória I (152 unidades), na Vila Sônia; Jardim Imperador III (90 unidades), Jardim Imperador IV (90 unidades), Jardim Imperador V (128 unidades), Jardim Imperador VI (128 unidades), no Melvi.

O município de Peruíbe tem uma defasagem de 5.472 moradias e 242 unidades habitacionais, dirigidas ao atendimento prioritário de moradores da área de mangue, estão em construção.

Em Bertioga, o déficit é de aproximadamente 3,5 mil domicílios. Segundo a Prefeitura, 144 unidades habitacionais estão em construção no bairro Vicente Carvalho 2, pela CDHU. Outro conjunto, com 30 unidades, que será construído na Aldeia Rio Silveiras, está em processo de licitação. "E já estão sendo iniciados os serviços ambientais para o início das obras de construção de 1.500 moradias no bairro Jardim Raphael, em parceria com a Caixa".

Mongaguá estima que 300 famílias residem em situação de risco habitacional. "No momento, há um projeto em fase de aprovação para construção de conjunto habitacional, contemplando 338 unidades habitacionais".

Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de Itanhaém não retornou aos questionamentos sobre déficit habitacional.

CDHU

Em alguns casos, os dados referentes aos conjuntos habitacionais previstos por cada Prefeitura divergem do informado pela CDHU.

A Secretaria Estadual da Habitação informou que 2.268 unidades habitacionais (uhs) estão em obras na região, o que representa R$ 235,1 milhões de investimentos dos dois braços operacionais da Pasta - CDHU e Agência Casa Paulista.

Os empreendimentos informados pela caixa são: Bertioga D1, com 42 uhs e previsão de término em dezembro de 2020; Cubatão B, com 216 uhs e entrega prevista para o próximo mês; Cubatão J, com 22 uhs; Cubatão M, 538 uhs; Peruíbe K (82 uhs), com entrega em setembro; Peruíbe XXXI J (160 uhs), com previsão de término em março de 2020; em Praia Grande, Conjunto Habitacional Jardim Imperador III (90 uhs) e Jardim Imperador IV (90 uhs), para janeiro de 2020, Jardim Imperador Imperador V (128 uhs) e Jardim Imperador VI (128 uhs), para novembro deste ano e Residencial Vitória I (152 uhs), para dezembro de 2019; Santos R2/R3 (198 uhs), para agosto de 2021; e em São Vicente, Conjunto Habitacional Tancredo Neves II (1.120 uhs), previsão de término para junho de 202, Parque Bitaru (224 uhs), para agosto de 2020 e São Vicente H (98 uhs), para março de 2020.

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