Cotidiano
Estudo aponta presença de Salmonella em propriedades no Centro-Oeste, mas especialistas reforçam que consumo segue seguro com cuidados adequados
Os pesquisadores destacam que o dado não inviabiliza o consumo, mas reforça a necessidade de protocolos mais rigorosos de higiene e manejo / Renan Lousada/DL
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Um monitoramento microbiológico realizado em viveiros de peixes no Centro-Oeste brasileiro acendeu um alerta para a biosseguridade na aquicultura. Pesquisadores da Embrapa Agroindústria de Alimentos e da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) identificaram a presença da bactéria Salmonella spp. em 88% das propriedades analisadas em Mato Grosso, principal polo produtor de peixes nativos do país.
Apesar do índice elevado nas propriedades, o patógeno foi encontrado em 31,5% das amostras coletadas, incluindo peixes, água, sedimentos e ração. Os pesquisadores destacam que o dado não inviabiliza o consumo, mas reforça a necessidade de protocolos mais rigorosos de higiene e manejo.
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O estudo foi conduzido em áreas dos biomas Pantanal e Cerrado e mostrou que fatores ambientais têm forte influência na disseminação da bactéria. Renan Lousada/DLO estudo foi conduzido em áreas dos biomas Pantanal e Cerrado e mostrou que fatores ambientais têm forte influência na disseminação da bactéria. A ocorrência foi mais elevada durante o período seco.
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As análises indicaram que as vísceras dos peixes concentram maior presença do patógeno, com identificação de dez sorotipos diferentes, principalmente Saintpaul e Newport. Embora tenha sido observada resistência moderada a alguns antimicrobianos, não foram detectadas cepas multirresistentes.
Segundo a pesquisadora Luciana Savay-da-Silva, a própria estrutura dos viveiros favorece a contaminação. “A presença de pássaros, jacarés, capivaras e até animais domésticos torna esse processo praticamente inevitável”, explica.
Entre as recomendações técnicas está a mudança em etapas do processamento, como a retirada de vísceras e guelras antes da lavagem. Renan Lousada/DLA coordenadora da pesquisa, Fabíola Fogaça, ressalta que a presença da bactéria no ambiente não significa que o peixe chegará contaminado ao consumidor.
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“Os controles sanitários, o processamento industrial e o cozimento adequado reduzem significativamente os riscos”, afirma.
Entre as recomendações técnicas está a mudança em etapas do processamento, como a retirada de vísceras e guelras antes da lavagem, o que pode aumentar a eficiência da descontaminação.
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