Autoridades e representantes de instituições se reúnem para reverenciar Zumbi

Evento em homenagem ao Dia da Consciência Negra aconteceu na Praça Palmares, no Embaré, em Santos, nesta quarta-feira (20)

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20 NOV 201316h39

O Dia da Consciência Negra, nesta quarta-feira (20), reuniu autoridades e representantes de instituições ligadas à cultura afro-brasileira na Praça Palmares, Embaré, para reverenciar Zumbi, o líder que lutou por uma sociedade igualitária entre negros, brancos e índios.

No local, foi entoado o hino à negritude e depositadas flores junto ao busto do ícone da resistência à escravatura. O ato contou com a participação da banda de música do CPI-6 e teve apresentações do grupo de dança cigana Tsara Romai; da banda Carlos Gomes; e do grupo de capoeira Aruanda (mestre Cícero). Além de canto negro e poesias declamadas por Giba do Sapatinho e ritual de matriz africana comandado pelo babalorixá Badeladey, da Associação Cultural Afrobrasileira Luz das Candeias do Litoral da Costa da Mata Atlântica.

A data que lembra a morte do negro Zumbi foi destacada pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa como um dia de reflexão e ação. “Santos tem papel relevante na história de libertação e independência do país. Temos a missão de continuar a escrever essas páginas com justiça e agregando valores, pois uma cidade só pode ser justa quando é igual para todos que moram nela, quando todos se respeitam e vivem harmonicamente”.

Presidente do Conselho da Comunidade Negra de Santos, Tatiana Evangelista lembrou as mazelas do racismo do ponto de vista econômico, político e até emocional. “É um dia de reflexão em prol da igualdade racial. Zumbi deixou uma luta que temos que levar adiante, pois ainda lidamos com preconceito em pleno século 21“.

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa e representantes de instituições ligadas à cultura afro-brasileira na Praça Palmares (Foto: Matheus Tagé/DL)

Também estava o secretário de Defesa da Cidadania (Secid), Marcelo Del Bosco; e o coordenador de Promoção da Igualdade Racial e Étnica, Jorge Fernandes.

Consciência humana

Uma luta que é de todos. A munícipe Margarida Maria Silva, 62 anos, do Boqueirão, comparece todo ano à solenidade. “Gosto de vir, faço minha prece a Zumbi e agradeço à raça negra, que sofreu demais há muitos anos, foi maltratada e ignorada. Isso é amor e união entre as raças”, disse.

Para o babalorixá Badeladey, “aqui comemoramos não só a consciência negra, mas a consciência humana, reconhecendo e agradecendo aos nossos ancestrais”. A programação alusiva à data segue até segunda-feira (25), com diversas atividades pela cidade, como entrega de troféu, curso, missa e oficinas. A organização é do Conselho da Comunidade Negra, com apoio da Secid.