Aumenta procura por vacina contra sarampo na Baixada Santista

São Vicente chegou a contabilizar aumento de 40%. Mongaguá e Praia Grande também registram movimento

Comentar
Compartilhar
12 MAR 2019Por Vanessa Pimentel08h20
Ontem, 968 pessoas foram vacinadas em tenda montada no bairro PaquetáFoto: Divulgação/PMS

Após dois casos de sarampo confirmados em Santos, as cidades da Baixada Santista têm registrado maior procura pela imunização. São Vicente chegou a contabilizar um aumento de 40%. Mongaguá e Praia Grande também informaram que mais munícipes têm se dirigido aos postos preocupados com a doença. Por isso, as cidades aguardam instruções do Estado de SP para a realização de possível campanha contra o sarampo. Até o momento, apenas Santos realiza a ação. Mesmo assim, todos os municípios possuem vacinas disponíveis em estoque.  

Em Santos, a campanha de intensificação contra a doença começa nesta quinta-feira (14), com o recebimento de 100 mil doses de vacina, solicitadas ao Ministério da Saúde em reunião na manhã de ontem. O público-alvo serão pessoas entre 15 a 29 anos. Pessoas fora desta faixa etária devem verificar a carteira de vacinação e, em caso de dúvida, ir à unidade de saúde mais próxima para orientação e completar o esquema, se preciso.

A campanha segue na sexta-feira (15), das 9h às 16h, em 29 policlínicas de Santos. O Dia D será realizado no sábado (16), também das 9h às 16h, em 22 policlínicas que estarão abertas exclusivamente para a vacinação contra o sarampo do público alvo, além de um posto que será montado na Praça das Bandeiras (Gonzaga).

"Todas as pessoas nesta faixa etária (15 a 29 anos) receberão a vacina, independentemente de não terem sido vacinadas antes ou já terem tomado uma ou duas doses", destaca a chefe do Departamento de Vigilância em Saúde (Devig), Ana Paula Valeiras, explicando que o público-alvo segue recomendações do Ministério da Saúde e do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), do governo estadual, para ampliar a cobertura entre as pessoas mais suscetíveis ao contágio, abrangendo adultos jovens, os quais frequentam mais ambientes fechados e de grande aglomeração, como escolas, universidades e shows.

De acordo com o calendário do Ministério da Saúde, na rotina das unidades (fora do período de campanha) a vacina contra o sarampo deve ser aplicada aos 12 meses (primeira dose) e aos 15 meses (segunda dose) - nesta faixa o Município superou em 2018 a cobertura mínima de 95% da população.Quem não foi vacinado enquanto criança precisa tomar duas doses da vacina, se tiver até 29 anos de idade, e uma dose para aqueles entre 30 e 59 anos.

A vacina contra o sarampo não é recomendada para crianças abaixo de seis meses de idade, gestantes e pessoas acima de 60 anos - já pacientes com imunodepressão (como câncer e HIV) devem ter liberação dos médicos que os acompanham.

Durante o domingo houve vacinação no bairro Pompéia e ontem, 968 pessoas foram vacinadas em tenda montada no Paquetá.

Colunas

Contraponto