Audiência sobre VLT recheada de questionamentos

Comerciantes, autoridades e usuários demontraram preocupação com o impacto do projeto.

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19 DEZ 201212h46

Questionamentos e sugestões marcaram a audiência pública a respeito da implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que aconteceu nesta terça-feira (18), em Santos. Comerciantes, autoridades e usuários do transporte coletivo na Região demonstraram preocupação com o impacto do projeto da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU). Mas, ao que tudo indica, os estudos e projeções já têm data para sair do papel: as obras devem começar, efetivamente, em maio de 2013.

O presidente da EMTU, Joaquim Lopes, e a gestora de projetos executivos da empresa, a arquiteta Cristiane Diaz, apresentaram como será a implantação trajeto do segundo trecho do VLT, estabelecido entre a Avenida Conselheiro Nébias até o Valongo. Ainda esta semana deve ser lançado o edital de preços, em janeiro deve ser assinado o contrato de execução dos sistemas e, em maio, segundo Joaquim, as obras terão início.

A novidade do trajeto do segundo trecho é que os trens não passarão mais ao lado da linha do bonde turístico na Rua General Câmara, no Centro de Santos. Carros vão continuar a trafegar pela importante via de comércio na região. No entanto, o acesso vai ser proibido aos veículos na Rua do Comércio, onde bonde e VLT andarão lado a lado.

Usuários e autoridades participaram da reunião. (Foto: Luiz Torres/ DL)

Questionamentos

Durante a audiência pública, 35 perguntas e sugestões conduziram os esclarecimentos sobre a implantação do VLT. Entre os questionamentos, integração tarifária, corredores de ônibus, extensão do trajeto e, até mesmo, o destino dos trólebus com o projeto estavam entre as principais preocupações dos usuários.

A EMTU afirma que estuda a integração de linhas municipais com o VLT e, ainda, que a passagem será a nível do que é cobrado dos usuários do transporte coletivo atualmente. Além disso, os representantes da empresa afirmaram que os trens do VLT não dividirão espaço com corredores de ônibus. As linhas de ônibus que passam por vias onde o VLT será implantado terão suas rotas alteradas.

Sobre a circulação dos trólebus, a EMTU afirma que discute com a Prefeitura de Santos uma solução para esse tipo de transporte coletivo.