Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) realizaram ontem, em Santos, um ato para reivindicar melhores salários e condições de trabalho.
Batizado de “Quarta-feira de lutas”, a manifestação já havia sido realizada em outras cidades da região. Santos fechou o ciclio de protestos coordenados pela Associação dos Funcionários e Servidores do Poder Judiciário da Baixada Santista e Litoral Sul (Assojubs), com apoio do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Judiciario Estadual na Baixada Santista, Litoral e Vale do Ribeira do Estado de São Paulo (Sintrajus) e outras categorias.
Os servidores cobram reajuste salarial de 11,08%. O Tribunal de Justiçã de São Paulo ofereceu 7,08%. Outro pedido é o aumento do auxílio-saúde no valor de R$ 500.
“Nosso intuito é demonstrar a insatisfação do servidor com o não cumprimento integral da nossa data-base, um aumento decente no auxílio-saúde e denunciando aquele PLP 257/2016, que vai retirar vários direitos do funcionalismo público. Queremos demonstrar ao presidente do Tribunal que queremos que a lei seja cumprida”, explicou Michel Iorio Gonçalves, presidente da Assojubs.
No dia 1º de junho representantes da categoria devem se reunir com o presidente do TJ-SP, desembargador Paulo Dimas de Bellis Mascaretti.
“Mais uma rodada de negociações para conseguir fechar a data-base. Mas a nossa defasagem é de 20% desde 2002. E a gente não tem aumento real há mais de 20 anos”, finalizou Gonçalves.
‘Judiciário está numa situação muito difícil’, diz Carlos Giannazi
O deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) acompanhou as manifestações dos servidores do Judiciário. Ele enalteceu a importância do ato.
“É um movimento importante porque trata da questão salarial, denuncia as precárias condições de trabalho dos servidores, a degradação da carreira, o adoecimento por causa dessas condições. Mas, sobretudo, faz a cobrança. O Judiciário está numa situação muito difícil hoje”.
Giannazi destacou que o Judiciário não tem realizado contratações, mesmo com dois concursos públicos realizados. Para o parlamentar, a situação penaliza a população porque aumenta a morosidade dos processos no estado.
Por fim, o deputado destacou o que tem sido feito pelo Legislativo estadual em relação ao Judiciário.
“A Assembleia Legislativa tem repercutido essas denúncias dos servidores e pressionando o presidente do Tribunal de Justiça para que ele tome providências”.
