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Cotidiano

Atividades esportivas fazem a inclusão de cerca de 400 pessoas

Estão disponíveis aulas de natação, basquete, capoeira, musculação, surfe e hidroginástica. Destes, 150 já estão incluídos nas aulas com pessoas sem deficiência

Trabalho é realizado pela Seção de Esportes Adaptados, da Secretaria de Esportes / Divulgação/PMS

Levar pessoas com deficiência à prática do esporte em aulas exclusivas e sempre buscar a inclusão. Esse é trabalho da Seção de Esportes Adaptados, da Secretaria de Esportes. São atendidas cerca de 400 pessoas nas aulas de natação, basquete, capoeira, musculação, surfe e hidroginástica. Destes, 150 já estão incluídos nas aulas com pessoas sem deficiência.

O professor André Chang explica a importância do trabalho. "Supre uma lacuna que normalmente acontece com esse público. Por preconceito da sociedade ou da família, muitos acabam se isolando em casa. Aqui podem se exercitar, conhecer uma modalidade esportiva e, acima de tudo se integrar a principio entre eles e depois com os outros através da inclusão".

Sérgio Lamberti, 15 anos, autista, é aluno de basquete e natação. "Morávamos no Rio de Janeiro e ele fazia natação. Quando mudamos, tínhamos a preocupação de poder proporcionar o que ele já tinha lá, mas com baixo custo. Há dois anos começou a fazer as atividades e não gastamos nada. A melhora é nítida. Mudou comportamento, convívio, socialização e fala", relata a mãe, Tais Lamberti.

Cristiano Xavier, 31 anos, teve perda parcial do movimento nas pernas há três anos. "Faz seis meses que passei a frequentar as aulas de basquete sobre rodas e musculação. Ganhei mais mobilidade, autonomia no dia a dia, e o convívio social que é importante. Em fevereiro tive a experiência de participar de uma etapa do Circuito Brasileiro de Paratletismo. Me sinto auxiliado pelo que recebo e, ao mesmo tempo já sirvo de exemplo para os mais novos".

Integração e carinho

Nas aulas de capoeira, o professor Cícero França, o Mestre Tatú, recebe muito carinho dos alunos. "É uma atividade que serve para pessoas com deficiências variadas, não tem pré-requisito; se adapta à limitação gerando desenvolvimento de habilidades que os alunos não possuíam. A música atrai os alunos.

Valdenice Mariano é mãe do Anderson, 36, que tem síndrome de Down e faz aulas há 20 anos. "Isso é a vida dele, faz capoeira, basquete, natação e está se interessando pelo ciclismo. Aqui nos sentimos em uma família. Os professores são maravilhosos com os alunos, mas esse é fora de série, não existe igual. Tem pessoas que são fãs de artistas, eu sou fã do Cícero".

Serviço

Interessados nas atividades devem ir à Seção de Esportes Adaptados (Sespad), na Secretaria de Esportes (Praça José Rebouças s/nº, Ponta da Praia), de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h. O professores fazem a avaliação e encaminham os alunos para as modalidades mais adequadas.

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