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Cotidiano

Atenção, pais de pets! Megaesôfago em cães pode levar a morte

A dilatação do esôfago pode ser tratada modificando a forma de alimentação do cachorro

Para obter o diagnóstico é necessário avaliar os sinais clínicos em conjunto com exames complementares / Divulgação/Flávia Quaresma

O seu cão tem uma fome exagerada, regurgita com frequência, tosse, vem perdendo peso e tem aumento de volume na região cervical? Atenção! Ele pode estar com megaesôfago, que também é definido como dilatação do esôfago. A regurgitação, um dos sintomas mais comuns desta enfermidade, pode gerar uma pneumonia associada a aspiração e levar o animal a morte.

O esôfago é um tubo muscular estriado que transporta alimentos e água da faringe (garganta) até o estômago e se divide em três partes: cervical, torácica e abdominal.  Qualquer alteração ou lesão em alguma parte deste percurso pode resultar em distensão e hipomotilidade esofágica, causando o megaesôfago.

Algumas raças de cães possuem predisposição à doença como fox terriers, schnauzers miniaturas, pastor alemão, dogue alemão, setter irlandês, shar pei, pug, greyhound, entre outras. Desta forma, é importante evitar cruzamentos de animais afetados, já que o problema pode ser hereditário. Os filhotes afetados não crescem tão rapidamente como os irmãos.

A frequência e severidade da regurgitação variam entres os casos. Para obter o diagnóstico é necessário avaliar os sinais clínicos em conjunto com exames complementares. A radiografia é a parte mais importante do diagnóstico: um esôfago normal não é visível na radiografia, mas em casos de megaesôfago é possível identificar um esôfago aumentado contendo gás, fluidos ou alimentos. 

O tratamento médico consiste em refeições pequenas administradas várias vezes ao dia, sempre em plano elevado para que a gravidade aja ao nosso favor e fazendo com que o alimento passe através do esôfago mais facilmente. Para facilitar, os cães podem ser treinados a comer com as patas dianteiras elevadas, apoiados sobre um banquinho. Além disso, é imprescindível o tratamento da pneumonia por aspiração e da desnutrição que ocorre nestes casos. A intervenção cirúrgica está associada a uma elevada taxa de mortalidade, portanto não é indicada.

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