Ataques contra civis no Iêmen são crimes de guerra, diz Human Rights Watch

"Os civis em Aden [cidade no Sul do Iêmen] estão numa situação desesperadora, mesmo sem serem atacados, detidos e sequestrados", disse Joe Stork, diretor adjunto da entidade

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07 MAI 201513h32

A organização de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) apelou hoje (7) para que os rebeldes xiitas e seus aliados no Iêmen façam todos os esforços possíveis para minimizar o impacto do conflito sobre os civis.

"Os ataques deliberados contra civis e a manutenção de reféns constituem crimes de guerra", afirmou a entidade em comunicado.

"Os civis em Aden [cidade no Sul do Iêmen] estão numa situação desesperadora, mesmo sem serem atacados, detidos e sequestrados", disse Joe Stork, diretor adjunto para o Oriente Médio e Norte da África da HRW.

"Os líderes dos huthis [rebeldes xiitas] e de outras forças devem proteger os civis", acrescentou o responsável da organização com sede em Nova York.

A HRW deu o exemplo de duas mulheres em Aden atingidas por balas em incidentes distintos em 17 e 18 de abril, que morreram antes de os seus parentes encontrarem um lugar onde pudessem receber tratamento.

Pelo menos 32 pessoas foram mortas e 67 feridas por mísseis disparados na quarta-feira (6) contra civis que fugiam por mar dos combates no centro de Aden, segundo um dirigente dos serviços de saúde da cidade.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), é preocupante o aumento da violência no Iêmen, onde uma coligação liderada pela Arábia Saudita faz ataques aéreos contra os rebeldes xiitas huthis, que, em setembro, tomaram várias regiões do país e forçaram o presidente Abd Rabbo Mansour Hadi a fugir para o território saudita. Os huthis conquistaram a capital Sana em fevereiro e, em março, avançaram para a cidade portuária de Aden.