Cotidiano

Artur Parada Prócida não pode ser reconduzido à Prefeitura de Mongaguá

A garantia é do presidente da Câmara Municipal, vereador Carlos Jacó Rocha, o Carlos Cafema (PRP)

Da Reportagem

Publicado em 19/09/2019 às 07:30

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Artur Parada Prócida foi absolvido pela justiça do crime de lavagem de dinheiro / Thiago Bernardes/FramePhoto

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O presidente da Câmara de Mongaguá, vereador Carlos Jacó Rocha, o Carlos Cafema (PRP), garantiu ontem que a decisão de primeira instância da Justiça Federal não garante a recondução do ex-prefeito Artur Parada Prócida à chefia do Executivo Municipal. "De maneira alguma, pois houve um processo de cassação pela Câmara dos Vereadores e que a mesma encontra-se em validade", explica.

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Segundo Cafema, o recurso do atual prefeito Márcio Cabeça só tem validade apenas para ele, pois na época ele era apenas um cargo de expectativa e observância como a própria juíza diz no processo, cabendo assim somente a anulação do processo do atual prefeito. "Mesmo assim, a Câmara contestou a anulação e entrou com diversos processos recorrendo mas sem êxito até o momento. Esta absolvição do Artur até o momento é de primeira instância e pode ter certeza que o Ministério Público (MP) vai recorrer desta decisão", completou.

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O presidente ainda salientou que se o mesmo for reconduzido ao cargo, com certeza, "iremos entrar com um novo pedido de cassação pois a Justiça Brasileira está acabando com a Justiça. Gostaria de saber da Justiça Federal como eles aceitaram uma justificativa de ter em casa mais de cinco milhões e não saber de onde vem este dinheiro todo", dispara, lembrando que quando o advogado de Prócida pediu prisão domiciliar, o juiz só aceitou com ele abrindo mão dos direitos políticos também.

Absolvição

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Artur Parada Prócida foi absolvido pela justiça do crime de lavagem de dinheiro. Ele havia sido detido em flagrante em maio do ano passado após ser flagrado com R$ 5,3 milhões em casa pela Polícia Federal e respondia desde setembro em liberdade.

De acordo com o advogado Eugênio Malavasi, o crime de lavagem de dinheiro pressupõe ações múltiplas de branquear recursos oriundos de um crime, o que não teria ocorrido. Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da rede Globo na Região, o advogado destacou que parte do dinheiro encontrado foi herança do pai de Artur, já falecido, além de sobras de campanha. "Se o fato de geração da cassação foi esse, ele pode ser restituído ao cargo se ele assim desejar e a justiça assim estabelecer", destaca.

O ex-prefeito segue sendo investigado no âmbito da Operação Prato Feito, que apura o desvio de verbas da União destinadas à educação por gestores públicos. Prócida foi indiciado na semana passada pela Polícia Federal por fraude na licitação da merenda, uniforme e material escolar. (DL)

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