Artistas e usuários do Centro Cultural Pagu estão em risco

Laudo técnico aponta trincas em vigas, problemas elétricos e outros; prédio ainda não possui AVCB

O Centro Cultural Patrícia Galvão possui problemas graves em toda sua edificação – estrutura e sistema elétrico – que colocam em risco a segurança, além de funcionários, centenas de usuários que utilizam os teatros Brás Cubas e Rosinha Mastrângelo; o Museu da Imagem e do Som (MISS); a hemeroteca e uma galeria de arte, que completam o equipamento.

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A informação consta em um laudo de vistoria técnica, realizado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Edificações e mais dois departamentos da Prefeitura, obtido com exclusividade pelo Diário do Litoral. A estrutura não possui ainda o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).

Segundo informações, o secretário de Cultura de Santos, Raul Christiano, e a chefe do Departamento de Cine, Teatros e Equipamentos Culturais da Secretaria de Cultura de Santos, Wânia Seixas, estariam sabendo da situação.

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Localizado num terreno de 12,5 mil metros quadrados, entre os canais da Avenida Senador Pinheiro Machado e Rua Francisco Manuel, o complexo possui nove problemas graves que, segundo os técnicos, já haviam sido verificados há pelo menos 10 anos. Para se ter uma ideia, técnico garante que há partes do concreto caindo sobre o palco.

“A edificação apresenta trincas significativas nas vigas da cobertura do teatro, as peças de fixação do urdimento (recursos técnicos e operacionais do palco) apresentam corrosão e há infiltrações de água pluvial na cobertura sobre o palco e andares de serviço, que podem ocasionar desde curtos circuitos até queda de partes de concreto”, informa o laudo.

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Além do teatro, há problemas corrosão em todo o complexo – trincas na sala de balé e coberturas; juntas com vazamentos; instalações elétricas em condições precárias (fiação exposta) e outros, exigindo uso de aparelhos especiais para verificar a descontinuidade e a profundidade das trincas, bem como o índice de corrosão do aço das armaduras e espessura do cobrimento do concreto. “Se faz mister (emergencial) a determinação das condições de segurança em parecer conclusivo de profissionais legalmente habilitados ou mesmo especializados na área de patologia de obras e construções”, finaliza o laudo.

O documento, com sete páginas e várias fotos, foi assinado pelo engenheiro da Coordenadoria de Inspeção de Instalações e Locais de Eventos, Desenvolvimento Tecnológico e de Segurança (COINST) Marcelo Racca, e o engenheiro civil e segurança do trabalho Orlando Carlos Damin.

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Prefeitura

Mediante a gravidade dos problemas apresentados no laudo, a reportagem fez uma série de questionamentos à Prefeitura de Santos, como se o equipamento necessitaria de interdição urgente, quando seriam iniciadas as reformas e quanto iriam custar à municipalidade.

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Segundo a Administração, mediante vistoria realizada por um grupo de engenheiros e arquitetos, a Prefeitura um plano estratégico específico para a recuperação do Centro de Cultura Patrícia Galvão. Após a conclusão do projeto executivo, a ser finalizado no segundo semestre deste ano, serão apurados os custos e prazos da obra.

De acordo com avaliação da prefeitura, seguida de vistoria de especialistas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e do engenheiro Franco Pagani, o Teatro Municipal Brás Cubas não oferece risco que exija a interdição do imóvel.

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Mesmo com o início do trabalho de reforma, o complexo, que possui aproximadamente cinco mil metros quadrados de área construída, terá apenas interdição parcial da sala ou ambiente a ser reformado, sem prejuízo à população.