Artesp analisa regularização de acesso à Ilha Caraguatá

O projeto de acesso regular elaborado pela Prefeitura de Cubatão, foi enviado à Artesp pela Ecovias

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19 JAN 201319h15

Os problemas de tráfego no acesso ao bairro da Ilha Caraguatá, em Cubatão, situado entre os km 62 e 63 da Rodovia dos Imigrantes, podem estar com os dias contados. O acesso improvisado foi aberto pelos próprios moradores há anos, uma vez que a reivindicação não era atendida pelo poder público.

Finalmente, o projeto de regularização do acesso viário ao bairro está sendo analisado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). As obras só poderão iniciar com autorização da Artesp.  

Segundo a assessoria de imprensa da Ecovias, o projeto de regularização do acesso recebido pela Prefeitura de Cubatão foi encaminhado para análise da Artesp.  Já o secretário interino de Obras de Cubatão, Alberto Sarabando, informou, por meio da assessoria de imprensa, que a Prefeitura fará as obras complementares do acesso, nas imediações entre o bairro e a rodovia, como pavimentação da via, por exemplo.

Na última quinta-feira, o deputado Fausto Figueira divulgou que o diretor - superintendente da Ecovias, Humberto Gomes, confirmou o envio do projeto à Artesp. Como o acesso é “clandestino”, não há sinalização no local, o que aumenta o risco de acidentes para os motoristas. O acesso regular é uma antiga reivindicação dos moradores.

Artesp

A assessoria de imprensa da Artesp confirmou o recebimento do pedido de regularização do acesso. A assessoria esclareceu que será analisado se o projeto está dentro das “especificações técnicas”, que consistem no impacto das obras no tráfego local e fatores de segurança. Ainda segundo a assessoria, não há previsão para a conclusão da análise do projeto. 

Acidentes

Em matéria publicada na edição de 20 de agosto de 2009, do DL, a Ecovias informou que desde 2001 a junho de 2009, 280 acidentes aconteceram no trecho que compreende o acesso. Porém, a concessionária explicou que não tinha como precisar quantos desses acidentes resultaram da falta de sinalização no acesso.

Ainda de acordo com informações da Ecovias, de 2009, o trecho registrava média de 35 acidentes por ano. A Ecovias não informou novos números sobre acidentes na localidade até o fechamento da edição.

Acesso fechado em 2004

Em agosto de 2004, um pedido da Artesp à Ecovias fechou a entrada. A ação provocou a reação da comunidade do bairro, apoiada pelo então prefeito Clermont Castor. O grande medo era, assim como ainda é, de que com o fechamento a população ficasse isolada, já que a Ilha Caraguatá possui apenas uma entrada.