Aparelhos residenciais utilizados por cerca de 8 horas por noite podem representar um aumento significativo na fatura mensal / Freepik
Continua depois da publicidade
Dormir com o ar-condicionado ligado durante toda a noite já faz parte da rotina em muitas cidades brasileiras, especialmente nas regiões mais quentes. O impacto desse hábito na conta de energia depende de fatores como potência do equipamento, eficiência energética, tempo de uso e preço do kWh cobrado pela concessionária.
Em média, aparelhos residenciais utilizados por cerca de 8 horas por noite podem representar um aumento significativo na fatura mensal, mas o valor exato varia conforme o modelo e as condições de uso.
Continua depois da publicidade
O cálculo básico leva em conta três informações principais: a potência do aparelho em quilowatts (kW), o número de horas de funcionamento e a tarifa de energia elétrica. Muitos equipamentos já informam o consumo por hora na etiqueta energética, o que facilita a estimativa.
Um ar-condicionado de 9.000 BTUs costuma consumir entre 0,8 e 1,1 kWh por hora, enquanto modelos de 12.000 BTUs variam aproximadamente entre 1,0 e 1,4 kWh por hora.
Continua depois da publicidade
Considerando um aparelho de 9.000 BTUs com consumo médio de 0,9 kWh por hora ligado por 8 horas diárias, o uso noturno chega a cerca de 7,2 kWh por dia. Com tarifa aproximada de R$ 1,00 por kWh, o custo mensal pode atingir cerca de R$ 216.
Já um modelo de 12.000 BTUs consumindo em torno de 1,2 kWh por hora pode chegar a aproximadamente R$ 288 por mês nas mesmas condições. Esses números são estimativas e podem variar conforme eficiência do equipamento, bandeiras tarifárias e hábitos de uso.
A tecnologia inverter costuma reduzir significativamente o consumo de energia, pois ajusta a velocidade do compressor conforme a necessidade, evitando picos de funcionamento.
Continua depois da publicidade
Em uso contínuo, aparelhos inverter podem consumir de 30% a 60% menos energia que modelos convencionais. Assim, um equipamento que custaria cerca de R$ 280 mensais pode cair para algo entre R$ 160 e R$ 190, dependendo das condições.
A temperatura escolhida no controle remoto influencia diretamente o gasto. Quanto mais baixa, maior o esforço do aparelho e, consequentemente, maior o consumo.
Especialistas indicam uma faixa entre 23°C e 26°C como ponto de equilíbrio entre conforto e economia. Temperaturas muito baixas, como 16°C ou 17°C, aumentam significativamente o consumo.
Continua depois da publicidade
Recursos como modo dormir, função eco e uso combinado com ventilador também ajudam a reduzir o gasto sem comprometer o conforto térmico.
Além da tecnologia do equipamento, algumas práticas simples podem fazer diferença ao longo de um mês de uso diário. Programar o desligamento automático, manter portas e janelas bem vedadas e limpar regularmente os filtros aumentam a eficiência do sistema.
Escolher um aparelho adequado ao tamanho do ambiente também é essencial, pois equipamentos subdimensionados trabalham em potência máxima por mais tempo, enquanto modelos superdimensionados podem gerar consumo desnecessário.
Continua depois da publicidade
Com ajustes corretos e uso consciente, dormir com o ar-condicionado ligado pode manter o conforto sem causar surpresas exageradas na conta de luz.