Aprovada criação de 21 comissionados em Peruíbe

A proposta foi do prefeito Luiz Maurício Pereira (PSDB) e deve ser sancionada nos próximos dias

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13 ABR 2018Por Da Reportagem08h20
O prefeito disse que a proposta aprovada é resultado de uma reorganização administrativaFoto: Rodrigo Montaldi/DL

Sob forte manifestação contrária, a Câmara de Peruíbe aprovou ontem, em segunda e definitiva votação, o projeto de lei do Executivo que cria 21 novos cargos sem concurso público (comissionados) na Prefeitura.

A proposta foi do prefeito Luiz Maurício Pereira (PSDB) e deve ser sancionada nos próximos dias. A estimativa da oposição é que a proposta aumente em mais R$ 7 milhões anualmente a folha de pagamento. A situação diz que o impacto não chegará a R$ 2 milhões.

A justificativa do governo municipal, num período em que as administrações públicas estão cortando despesas e aproveitando funcionários de carreira, é que a iniciativa ocorreu após tratativas com o Ministério Público (MP) e que 20% dos cargos serão destinados a servidores efetivos – que ingressaram na Prefeitura via concurso público.

Manutenção

Na manifestação de ontem, os munícipes que estavam nas galerias alegavam que a Cidade não precisa de mais cargos, mas de manutenção, melhorias em áreas fundamentais, como Educação e Saúde.

A Prefeitura de Peruíbe possui mais de 1,8 mil funcionários. Votaram contra a proposta os vereadores Marcos Mohai (PSDC), Ton Gaspar (Patriota) e Milena Bargieri (PSB).

Por telefone

Ontem, o prefeito Luiz Maurício disse que a proposta aprovada é resultado de uma reorganização administrativa que vem sendo realizada desde janeiro de 2017.

“Em 2012 eram 230 cargos comissionados. Recebi a Prefeitura com 91, no meio de uma grande crise. Estávamos nos aproximando do limite prudencial. Reduzi para 44 emergencialmente. Com muito trabalho, conseguimos um fôlego financeiro e, diante da necessidade de alguns serviços essenciais precisarem de chefias, resolvemos criar 21 para comandar o atendimento à população”, disse o prefeito, alertando que a proposta não fere a Constituição e prevê 20% dos cargos (4) para servidores de carreira.