Criado em viveiros escavados em áreas rurais, o camarão chama atenção pelo porte, podendo ultrapassar 30 centímetros / Reprodução/Facebook
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Pouco comum no imaginário popular, um crustáceo de água doce tem ganhado protagonismo no campo capixaba e se transformado em símbolo de inovação produtiva. O camarão-gigante-da-Malásia (Macrobrachium rosenbergii), uma das maiores espécies do mundo, é hoje a estrela de uma atividade que cresce longe do mar e conquista espaço na aquicultura do Espírito Santo.
Criado em viveiros escavados em áreas rurais, o camarão chama atenção pelo porte, podendo ultrapassar 30 centímetros, e pelo alto rendimento de carne, características que aumentam seu valor gastronômico e despertam interesse tanto no mercado especializado quanto no consumo regional.
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Em 2024, o Estado produziu 11,35 toneladas da espécie, volume ainda modesto, mas significativo por evidenciar uma cadeia produtiva em expansão e com forte potencial de crescimento.
A produção está concentrada em poucos municípios estratégicos, com destaque para Governador Lindenberg, responsável por 66,1% do total, seguido por Ibiraçu. Alfredo Chaves e Marilândia também aparecem no mapa produtivo, ainda que com participações menores.
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A aposta no camarão-gigante-da-Malásia reflete uma estratégia de diversificação no campo. Diferentemente dos camarões marinhos, a espécie tem a fase de engorda realizada em água doce, o que facilita sua integração a propriedades rurais já estruturadas.
Esse fator amplia as possibilidades para pequenos e médios produtores, que encontram na atividade uma alternativa viável de renda.
Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, o cultivo representa uma oportunidade de desenvolvimento sustentável.
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“Trata-se de uma atividade que diversifica a renda do produtor, aproveita bem a água doce e amplia as oportunidades no campo, especialmente para pequenos e médios produtores”, destacou.
Apesar das vantagens, a produção exige conhecimento técnico. Desde a implantação dos viveiros até a despesca, o manejo adequado é essencial para garantir bons resultados.
A engenheira de pesca da Seag, Naessa Martins, ressalta a importância da qualificação dos produtores para reduzir perdas e melhorar o desempenho da atividade.
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Ainda restrito a algumas regiões, o cultivo do camarão-gigante-da-Malásia mostra que o Espírito Santo está disposto a apostar em novas frentes dentro da aquicultura. Longe do litoral, esse gigante de água doce se consolida como protagonista de uma produção que une inovação, rentabilidade e perspectivas promissoras para o campo.