Aposentado luta por uma amputação do dedo do pé

Com o local gangrenado, paciente foi mandado de volta para casa; cirurgia ainda não foi feita

Comentar
Compartilhar
21 MAR 2019Por Glauco Braga08h30
O zelador José Luiz dos Santos Filho está tomando morfina para suportar as doresFoto: Divulgação

O aposentado José Luiz dos Santos Filho, de 57 anos, é diabético e transplantado de um rim. Há meses frequenta o serviço público de saúde em busca de um diagnóstico correto e um atendimento digno. A luta, agora, é por uma amputação de um dedo do pé.

José Luiz, em 2018, estava se queixando de dores nas pernas.  Conseguiu uma consulta com um cirurgião vascular no Ambulatório de Especialidades (Ambesp). De acordo com a família, após o exame, o médico mandou o aposentado para  casa com o retorno para depois de seis meses.

José Luiz constatou o aparecimento de uma ferida no canto da unha no pé esquerdo. A família achou melhor levá-lo a um médico particular, que pediu exames e receitou remédios. Com o tempo, o ferimento voltou e com ele, fortes dores.Na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), ele foi internado e teve alta depois de dois dias. A alegação era que o aposentado poderia aguardar em casa por uma consulta com um cirurgião vascular. O dedo do pé já estava gangrenando.

Passada uma semana, José Luiz conseguiu a consulta e foi encaminhado novamente para a UPA com indicação de cirurgia, pois o "dedo estava necrosado". Aí, começou o desespero da família, que via o aposentado com fortes dores, tomando morfina e sem perspectivas de uma cirurgia urgente.

A Secretaria de Saúde de Santos informou que o paciente estava internado no hospital Dr Arthur Domingues Pinto, onde foi acompanhado pela equipe multiprofissional e recebeu os cuidados necessários, como medicamento para dor e curativos diários. Ele foi avaliado por cirurgião vascular que indicou a necessidade de amputação de parte do membro inferior, a qual será realizada na Santa Casa, onde oi transferido na noite do dia 19. A Santa Casa disse que foi iniciado tratamento com outros antibióticos, e estão sendo realizado exames, na tentativa de limitar a área mínima de amputação.

 

Colunas

Contraponto