Após focos de incêndio, PM reintegra área da favela da Ilha, em Osasco

A área é de propriedade particular e está localizada na rua João Furlan, próxima à rodovia Anhanguera, altura do km 16

A Polícia Militar cumpriu nesta quarta-feira (21) mandado de reintegração de posse da favela da Ilha, em um terreno na cidade de Osasco, na Grande São Paulo. Após focos de incêndio durante a madrugada, cerca de 1.500 famílias deixaram suas casas sem resistência. As informações são da Agência Brasil.

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A área é de propriedade particular e está localizada na rua João Furlan, próxima à rodovia Anhanguera, altura do km 16. No total, são 44 mil metros quadrados, que estavam ocupados por barracos de madeira e lona há 2 anos. Nesta terça (20), os policiais foram ao local e derrubaram o muro que cercava o terreno.

Durante a madrugada, alguns barracos foram incendiados, provocando nervosismo entre as famílias. De acordo com a polícia, moradores contrários à reintegração teriam provocado os incêndios. A empregada doméstica Cristina de Medeiros, 41, morava na ocupação com os três filhos e o marido. Ela disse que entrou em desespero quando percebeu o incêndio.

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“Pegou fogo nos barracos, foi um desespero, todo mundo correndo, eram 3h. Estou aqui há dois anos. Queríamos pelos menos receber o bolsa-aluguel agora. Vim parar aqui quando meu marido e eu ficamos desempregados, não tínhamos condições de pagar aluguel”, lamenta.

Segundo o capitão da PM Márcio Agamenon, o Corpo de Bombeiros foi acionado na madrugada para controlar o fogo e a reintegração de posse começou às 6h. Muitas famílias já haviam deixado o local, quando os 250 policiais militares e dois pelotões da Tropa de Choque chegaram. O capitão informou que a demolição dos cerca de 500 barracos deve terminar apenas no final do dia.

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Sandra dos Santos Cardoso, 30, mãe de três filhos, ainda tentava recuperar pertences em seu barraco. Grávida de oito meses, ela passou mal durante a noite. Sandra e o marido estão desempregados. “A agente fica sem entender o que está acontecendo, a gente não teve assistência nenhuma”, disse.

Até as 11h, a Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano de Osasco ainda não havia se manifestado sobre o destino das famílias despejadas.