Após quase uma semana de paralisação, os trabalhadores da limpeza urbana ligados ao Grupo Terracom decidiram retomar integralmente as atividades neste sábado (21) em cidades da Baixada Santista. A greve havia começado na segunda-feira (16) e, ao longo dos dias, passou a operar com cerca de 70% do efetivo.
O principal ponto de insatisfação da categoria envolve o Programa de Participação nos Resultados (PPR). De acordo com o sindicato, há questionamentos sobre os valores pagos, considerados inferiores aos repassados no ano anterior, além de cobranças por maior transparência nos critérios adotados.
Com a decisão, a coleta de lixo voltou ao ritmo habitual em municípios como Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Cubatão e Bertioga. Nair Bueno/DLNegociação sem acordo
Na sexta-feira (20), representantes das empresas e dos trabalhadores participaram de uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho de Santos. Inicialmente, foi proposta a liberação de 20% do PPR, percentual ampliado para 50% por sugestão do tribunal, valor aceito pelas empresas, mas que não agradou os funcionários.
Em assembleia realizada neste sábado, a proposta foi levada à categoria e acabou rejeitada. Ainda assim, os trabalhadores optaram por encerrar a paralisação e retomar os serviços normalmente.
Apesar da retomada, o impasse sobre o PPR ainda não foi resolvido. Isabella Fernandes/DLSituação nas cidades
Com a decisão, a coleta de lixo voltou ao ritmo habitual em municípios como Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Cubatão e Bertioga.
Coleta de lixo é retomada, mas ameaça de greve total continua na Baixada Santista
Durante a paralisação, moradores enfrentaram acúmulo de resíduos em diversos pontos. No bairro Embaré, em Santos, por exemplo, ruas registraram grande quantidade de lixo espalhado por calçadas e próximos a veículos estacionados.
Apesar da retomada, o impasse sobre o PPR ainda não foi resolvido. Uma nova audiência está marcada para a próxima quarta-feira (25). Nair Bueno/DLPróximos passos
Apesar da retomada, o impasse sobre o PPR ainda não foi resolvido. Uma nova audiência está marcada para a próxima quarta-feira (25). Caso não haja consenso entre as partes, a Justiça poderá determinar uma perícia contábil para definir os valores devidos aos trabalhadores.
