Cotidiano
O bagre é conhecido pelos esporões localizados nas laterais do corpo, que podem provocar acidentes tanto na faixa de areia quanto dentro do mar
Os esporões do bagre são serrilhados, penetram com facilidade na pele e são difÃceis de remover / Márcio Ribeiro/DL
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Bagres com esporões venenosos, que vinham sendo registrados no litoral norte de São Paulo, agora também começaram a aparecer no litoral sul do estado.
Após ocorrências em cidades como Caraguatatuba e Ubatuba, um exemplar foi encontrado em PeruÃbe no último fim de semana, imagem que ilustra esta reportagem. Também há registros nas cidades de Mongaguá e Itanhaém.
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O bagre é conhecido pelos esporões localizados nas laterais do corpo, que podem provocar acidentes tanto na faixa de areia quanto dentro do mar, especialmente quando o animal passa despercebido por banhistas.
Os esporões do bagre são serrilhados, penetram com facilidade na pele e são difÃceis de remover. Além das lacerações, o animal libera uma substância venenosa no momento do ferimento, capaz de provocar dor intensa.
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Acidentes costumam ocorrer quando pessoas pisam no peixe sem notar sua presença, principalmente em áreas rasas ou próximas à faixa de areia.
A orientação das autoridades é não tentar retirar o ferrão por conta própria. A vÃtima deve procurar atendimento médico o mais rápido possÃvel para que a remoção seja feita por um profissional habilitado.
Em locais isolados, onde não há socorro imediato, é possÃvel cortar o ferrão para separá-lo do corpo do peixe, desde que haja ferramenta adequada. Em hipótese alguma o espinho deve ser puxado da pele.
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Até o atendimento médico, recomenda-se colocar o local afetado em água morna ou aplicar compressas, medida que ajuda a aliviar a dor. Após o atendimento, é fundamental seguir as orientações médicas, especialmente para evitar infecções, e verificar se a vacina antitetânica está em dia.
Segundo as autoridades, fatores como aumento da temperatura da água do mar, redução do oxigênio disponÃvel e possÃveis alterações ambientais podem contribuir para a morte desses animais e seu aparecimento na faixa de areia.
No entanto, a principal hipótese levantada até o momento é o descarte feito por embarcações pesqueiras, seja por capturas acidentais ou sobras de pesca. Até agora, não há indÃcios de alterações significativas na qualidade da água.
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