Cotidiano

Após alertas no litoral norte, bagres venenosos são encontrados no litoral sul

O bagre é conhecido pelos esporões localizados nas laterais do corpo, que podem provocar acidentes tanto na faixa de areia quanto dentro do mar

Márcio Ribeiro, de Peruíbe para o Diário do Litoral

Publicado em 13/01/2026 às 14:30

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Os esporões do bagre são serrilhados, penetram com facilidade na pele e são difíceis de remover / Márcio Ribeiro/DL

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Bagres com esporões venenosos, que vinham sendo registrados no litoral norte de São Paulo, agora também começaram a aparecer no litoral sul do estado.

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Após ocorrências em cidades como Caraguatatuba e Ubatuba, um exemplar foi encontrado em Peruíbe no último fim de semana, imagem que ilustra esta reportagem. Também há registros nas cidades de Mongaguá e Itanhaém.

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O bagre é conhecido pelos esporões localizados nas laterais do corpo, que podem provocar acidentes tanto na faixa de areia quanto dentro do mar, especialmente quando o animal passa despercebido por banhistas.

Por que o bagre oferece risco?

Os esporões do bagre são serrilhados, penetram com facilidade na pele e são difíceis de remover. Além das lacerações, o animal libera uma substância venenosa no momento do ferimento, capaz de provocar dor intensa.

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Acidentes costumam ocorrer quando pessoas pisam no peixe sem notar sua presença, principalmente em áreas rasas ou próximas à faixa de areia.

A orientação das autoridades é não tentar retirar o ferrão por conta própria. A vítima deve procurar atendimento médico o mais rápido possível para que a remoção seja feita por um profissional habilitado (Márcio Ribeiro/DL)
A orientação das autoridades é não tentar retirar o ferrão por conta própria. A vítima deve procurar atendimento médico o mais rápido possível para que a remoção seja feita por um profissional habilitado (Márcio Ribeiro/DL)
Até o atendimento médico, recomenda-se colocar o local afetado em água morna ou aplicar compressas, medida que ajuda a aliviar a dor (Márcio Ribeiro/DL)
Até o atendimento médico, recomenda-se colocar o local afetado em água morna ou aplicar compressas, medida que ajuda a aliviar a dor (Márcio Ribeiro/DL)

O que fazer em caso de acidente?

A orientação das autoridades é não tentar retirar o ferrão por conta própria. A vítima deve procurar atendimento médico o mais rápido possível para que a remoção seja feita por um profissional habilitado.

Em locais isolados, onde não há socorro imediato, é possível cortar o ferrão para separá-lo do corpo do peixe, desde que haja ferramenta adequada. Em hipótese alguma o espinho deve ser puxado da pele.

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Até o atendimento médico, recomenda-se colocar o local afetado em água morna ou aplicar compressas, medida que ajuda a aliviar a dor. Após o atendimento, é fundamental seguir as orientações médicas, especialmente para evitar infecções, e verificar se a vacina antitetânica está em dia.

Por que esses peixes estão aparecendo?

Segundo as autoridades, fatores como aumento da temperatura da água do mar, redução do oxigênio disponível e possíveis alterações ambientais podem contribuir para a morte desses animais e seu aparecimento na faixa de areia.

No entanto, a principal hipótese levantada até o momento é o descarte feito por embarcações pesqueiras, seja por capturas acidentais ou sobras de pesca. Até agora, não há indícios de alterações significativas na qualidade da água.

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