Cotidiano

Após 40 anos, maior predador de água doce da América do Sul reaparece e surpreende pesquisadores

Após mais de quatro décadas considerada extinta em diversas regiões do país devido à caça predatória, a espécie foi reintroduzida com sucesso e já ocupa seu papel de 'dona do pântano'

Ana Clara Durazzo

Publicado em 04/03/2026 às 15:15

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Um marco histórico para a vida selvagem na América do Sul: a ariranha gigante, o maior predador aquático do continente, está de volta aos rios da Argentina / ImageFX

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Um marco histórico para a vida selvagem na América do Sul: a ariranha gigante, o maior predador aquático do continente, está de volta aos rios da Argentina. Após mais de quatro décadas considerada extinta em diversas regiões do país devido à caça predatória, a espécie foi reintroduzida com sucesso e já ocupa seu papel de 'dona do pântano'.

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O gigante dos rios está de volta

Conhecida cientificamente como Pteronura brasiliensis, a ariranha gigante não tem esse nome por acaso. Ela é um predador de topo, essencial para o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Sua ausência causou um desequilíbrio populacional de peixes e outras espécies, que agora começa a ser corrigido.

As funções vitais desse predador:

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  • Controle populacional: Regula a quantidade de peixes e jacarés menores.

  • Sentinela das águas: Sua presença indica que o rio está limpo e saudável.

  • Engenheira do ecossistema: Seus grupos familiares mantêm a dinâmica das margens dos rios.

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Ela é um predador de topo, essencial para o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos / ImageFX
Ela é um predador de topo, essencial para o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos / ImageFX
Sua ausência causou um desequilíbrio populacional de peixes e outras espécies, que agora começa a ser corrigido / ImageFX
Sua ausência causou um desequilíbrio populacional de peixes e outras espécies, que agora começa a ser corrigido / ImageFX
Após mais de quatro décadas considerada extinta em diversas regiões do país devido à caça predatória, a espécie foi reintroduzida com sucesso e já ocupa seu papel de 'dona do pântano' / ImageFX
Após mais de quatro décadas considerada extinta em diversas regiões do país devido à caça predatória, a espécie foi reintroduzida com sucesso e já ocupa seu papel de 'dona do pântano' / ImageFX
A presença de um animal tão raro e emblemático atrai fotógrafos de vida selvagem e turistas de todo o mundo, transformando a conservação em um negócio lucrativo e sustentável. / ImageFX
A presença de um animal tão raro e emblemático atrai fotógrafos de vida selvagem e turistas de todo o mundo, transformando a conservação em um negócio lucrativo e sustentável. / ImageFX

O desafio da reintrodução em 2026

O retorno não foi por acaso. Um projeto internacional iniciado em 2017 culminou na soltura de famílias no Parque Nacional Iberá. Para que os animais sobrevivessem, os cientistas utilizaram tecnologia de ponta:

  1. Treinamento de Caça: Os animais foram ensinados a capturar presas vivas antes da soltura.

  2. Monitoramento por Satélite: Sensores de rastreamento permitem que pesquisadores acompanhem cada movimento do grupo em tempo real.

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  3. Adaptação Rigorosa: Áreas de quarentena garantiram que as ariranhas estivessem 100% saudáveis antes de tocar o solo argentino.

Ecoturismo: A nova força econômica

A 'ressurreição' da espécie também promete movimentar o bolso das comunidades locais. A presença de um animal tão raro e emblemático atrai fotógrafos de vida selvagem e turistas de todo o mundo, transformando a conservação em um negócio lucrativo e sustentável.

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