Cotidiano

Apelo público: presidente da APS pede ajuda para salvar navio Professor Besnard

Após embarcação científica adernar no Porto, Anderson Pomini convoca empresários e poder público para recuperar símbolo da pesquisa brasileira

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 20/03/2026 às 15:45

Atualizado em 20/03/2026 às 16:02

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Navio Professor W. Besnard é uma embarcação histórica da pesquisa oceanográfica nacional / Renan Lousada/DL

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Durante evento realizado nesta quinta-feira (19), no Porto de Santos, o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, fez um apelo direto ao setor público e à iniciativa privada para viabilizar a recuperação do Navio Professor W. Besnard, que adernou na última semana após anos de dificuldades financeiras.

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A manifestação ocorreu durante a cerimônia de lançamento da pedra fundamental do novo prédio da Polícia Federal, que contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, além de autoridades e representantes do setor portuário.

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Em discurso, Pomini destacou que grandes obras anunciadas para o Porto de Santos — como o túnel Santos-Guarujá, intervenções na Avenida Perimetral e novos berços de atracação — só avançaram graças à articulação conjunta entre diferentes esferas. Na sequência, usou esse mesmo argumento para lançar um novo desafio: salvar o navio científico.

“Não é possível que a gente não consiga reunir o setor empreendedor do Porto de Santos para recuperar esse importante navio”, afirmou.

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O presidente da APS mencionou ainda a atuação do Ministério Público e de lideranças locais em projetos como o Parque Valongo para reforçar a capacidade de mobilização institucional. Segundo ele, o caso do Besnard exige esforço semelhante, com engajamento coletivo.

Veja também: Autoridade Portuária define estratégias para resgatar o navio Professor Besnard em Santos

Situação do navio

O Navio Professor W. Besnard é uma embarcação histórica da pesquisa oceanográfica nacional, com seis missões realizadas à Antártida. Ao longo de décadas, o navio teve papel relevante no desenvolvimento científico brasileiro, especialmente em estudos marinhos.

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Atualmente, o Besnard pertence a uma associação sem fins lucrativos, que não dispõe de recursos suficientes para manutenção adequada. Sem investimentos contínuos, a embarcação sofreu deterioração progressiva até adernar recentemente, dentro da área portuária de Santos.

Reportagens do Diário do Litoral já vinham apontando o estado crítico do navio, incluindo a falta de financiamento para conservação e o risco de perda definitiva de um patrimônio científico e histórico. Em 2021, o jornal chegou a publicar que o navio histórico poderia virar museu.

Pressão por solução

Durante o evento, Pomini foi além do discurso institucional e indicou, de forma direta, a expectativa de participação do setor privado. Ele citou investimentos bilionários anunciados recentemente no complexo portuário para reforçar que há capacidade econômica para viabilizar a recuperação.

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A fala foi interpretada como uma cobrança pública por contrapartidas sociais e culturais por parte das empresas que operam no porto.

“Deixo aqui um desafio e um apelo para que, em conjunto, possamos recuperar o Professor Besnard”, concluiu.

O que está em jogo

A possível recuperação do Navio Professor W. Besnard vai além de uma obra de engenharia. Trata-se da preservação de um símbolo da ciência brasileira, cuja perda representaria não apenas um prejuízo histórico, mas também cultural.

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Até o momento, não há anúncio oficial de recursos ou cronograma para a restauração da embarcação. O apelo feito pela APS, no entanto, coloca o tema no centro do debate entre autoridades e setor produtivo da região.

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