Aos 25 anos, policiais têm em comum o amor pela profissão

Os dois estão na primeira atividade nas ruas, após a formatura na Polícia Militar, e compõem o efetivo de 2.182 agentes que até o carnaval participa da Operação Verão, na Região

Eles têm em comum a idade – 25 anos – e o desejo de seguir carreira na profissão. Um deixou o interior de Minas Gerais para realizar o sonho de infância. O outro vê no ofício a oportunidade de ajudar a sociedade. Os dois estão na primeira atividade nas ruas, após a formatura na Polícia Militar, e compõem o efetivo de 2.182 agentes que até o carnaval participa da Operação Verão, na Região.

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“Desde criança tinha a vontade de ser policial. Acompanhava os programas policiais e isso me motivava. Prestei concurso para a PM de Minas Gerais, mas não obtive êxito. Então decidi vir para São Paulo prestar o concurso”, disse o soldado Bonfim, de 25 anos. 

Bonfim saiu do município de Januária, interior de Minas Gerais, em agosto de 2013. Sozinho, deixou a família – pai, mãe e dois irmãos mais novos na cidade onde morava – e decidiu viver uma nova vida na capital paulista. Conseguiu um emprego como segurança e com o salário mantinha as despesas pessoais e o aluguel. “Me surpreendi muito com a quantidade de pessoas que saiam às ruas para trabalhar. Isso me impactou bastante quando cheguei aqui. Muito diferente de onde morava”, disse. 

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Após passar no concurso, Bonfim ingressou na escola da PM paulista. Após a formatura, foi encaminhado para a sua primeira missão nas ruas: a Operação Verão. Uma de suas primeiras abordagens, em São Vicente, foi em uma ocorrência de tráfico de drogas. “A expectativa é aprender com os que já estão trabalhando há muito tempo e oferecer a segurança que a população merece. Temos a oportunidade de colocar em prática o que aprendemos na teoria. Encontrei muitos irmãos e pessoas que me apoiam”, destacou. 

Sobre os riscos da profissão e a família que deixou em Januária, Bonfim disse: “Ligo todos os dias para eles (os pais). Não foi fácil aceitarem a minha escolha, pois, hoje, infelizmente, a quantidade de PMs que morrem no exercício da função é grande. Mas eles apoiaram o meu sonho. E é por eles que acordo todos os dias disposto a enfrentar o que as ruas têm a oferecer”. Assim que se estabilizar na carreira, o soldado pretende trazer a família para São Paulo.

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Transformação

O soldado Malharelli, também de 25 anos, trabalha ao lado do soldado Bonfim no patrulhamento, em São Vicente. Deixou esposa e a filha recém-nascida, em Guarulhos, para atuar em sua primeira missão na Polícia Militar. Após o término da Operação Verão, o jovem pretende se especializar no policiamento comunitário e atuar no Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), desenvolvido pela PM nas escolas. 

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“Escolhi ser policial pois acho que posso ajudar a sociedade. Dar um pouco mais de mim. Fiz o concurso após trabalhar como guarda temporário na PM e ter gostado”, disse Malharelli. “Ser policial não é uma profissão, é uma escolha de vida. Tem que amar o que faz”. 

Antes de ingressar na PM, Malharelli trabalhava como Guarda Civil Municipal em Diadema. Trocou de farda, pois visa crescer profissionalmente. “Na PM a graduação depende muito da pessoa. A PM dá estudo e suporte para alcançar novos caminhos”.

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Alojamento

Bonfim e Malharelli estão alojados na EMEF Prefeito Jonas Rodrigues, no Parque Bitaru, juntamente com outros 290 policiais. O espaço é mantido pela Prefeitura de São Vicente, que também fornece alimentação. 

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“É um grande hotel. Cuidamos da alimentação e da limpeza. Na parceria com a PM, a Prefeitura disponibilizou, além do alojamento e da alimentação, 20 tendas que estão distribuídas pela cidade, e ônibus”, disse Fábio Pasquarelli, que representa a Administração Municipal na Operação Verão.

Efetivo 

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Metade dos policiais que participam da Operação Verão, em São Vicente, é recém-formado. A média de idade é de 18 a 25 anos. O efetivo enviado para a cidade é 20% maior que do ano passado. Antes de iniciarem as atividades, que começou no último dia 18 de dezembro, os agentes foram orientados sobre as características do município. 

“No primeiro dia são passadas as características da Cidade, como o modo de operação dos marginais que cometem delitos nos município. Os policiais estão divididos em turnos e trabalham no policiamento com motos, viaturas, a pé e de bike”, disse o major PM Mauricio Vieira Izumi, subcomandante do 39º BPMI. 

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Durante a Operação Verão foram cancelados todos os afastamentos de policiais e também houve ampliação da Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (DEJEM). “Temos visto que a operação tem se mostrado eficiente. Já houve a prisão de procurados, flagrantes de roubos e tráfico de drogas. Com mais policiais nas ruas, a sensação de segurança também aumenta para a população”, afirmou Izumi.