Cotidiano

Anvisa proíbe venda de fórmula infantil da Nestlé por risco de contaminação

Toxina encontrada pode causar vômitos persistentes e letargia em bebês. Saiba como identificar o produto

Nathalia Alves

Publicado em 07/01/2026 às 12:16

Atualizado em 07/01/2026 às 14:00

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Pais devem verificar número do lote no rótulo e não usar produtos da lista de proibição

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (7), a proibição da comercialização, distribuição e uso de determinados lotes de fórmulas infantis da Nestlé, após a identificação de risco de contaminação pela toxina cereulide.

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De acordo com a Anvisa, a medida atinge produtos das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino.

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O órgão alerta que a ingestão de fórmulas contaminadas pode provocar sintomas como vômitos persistentes, diarreia e letargia, caracterizada por sonolência excessiva, lentidão nos movimentos e no raciocínio, além de dificuldade de reação e expressão emocional.

Procurada, a Nestlé não se manifestou até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para posicionamento.

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Orientações aos consumidores

A Anvisa recomenda que pais e responsáveis verifiquem o número do lote impresso no rótulo das fórmulas infantis. Caso o produto faça parte dos lotes afetados, ele não deve ser utilizado nem oferecido às crianças.

A agência ressalta que apenas os lotes específicos estão incluídos na proibição, e que os demais produtos das marcas citadas não foram impactados.

Em caso de aparecimento de sintomas compatíveis com a ingestão de produto contaminado, a orientação é buscar atendimento médico imediato. Ao procurar o serviço de saúde, a Anvisa recomenda informar qual alimento foi consumido e, se possível, levar a embalagem ou uma amostra do produto.

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Recall internacional

Na última terça-feira (6), a Nestlé anunciou um recall voluntário de alguns lotes de fórmulas infantis distribuídas em mais de 30 países. Segundo a multinacional, os produtos poderiam conter uma toxina bacteriana "capaz de provocar distúrbios digestivos".

Apesar do alerta e das medidas preventivas adotadas, a empresa informou que, até o momento, não há registros confirmados de doenças associadas ao consumo dos produtos envolvidos no recall.

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