Antonieta diz que não teve acesso ao relatório da Comissão Processante

A chefe do Executivo afirmou que estaria sendo alvo de grupos políticos de oposição ao seu mandato e está tranquila em relação às denúncias

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25 MAR 201510h32

Horas antes da aprovação da Comissão Processante, cercada de secretários de governo, no Paço Municipal, a prefeita Maria Antonieta de Brito (PMDB), em coletiva à imprensa, ressaltou que não teve acesso ao relatório votado ontem pelos vereadores, e que as informações que obteve até o momento foram por meio da imprensa. A chefe do Executivo afirmou que estaria sendo alvo de grupos políticos de oposição ao seu mandato e está tranquila em relação às denúncias.

“Sempre tive uma atitude de transparência e diálogo permanente com a população. Tentaram por inúmeras vezes, ao longo desses anos, desde a minha reeleição, impedir a nossa governabilidade e todas as tentativas foram frustradas na Justiça. Mais uma vez esses grupos se organizam para tentar outros meios, e agora o meio político”, disse Antonieta. “Esta foi a gota d’água pra que percebessemos a movimentação contra o nosso governo. Quem corrompeu e praticou corrupção nessa Cidade não foi o nosso governo, foi outro governo que a população deixou de lado”.

Segundo a prefeita, os processos licitatórios realizados pela Prefeitura atendem a legislação vigente e estão de acordo com os preços de mercado, levando em conta variantes como sazionalidade e localização. “As empresas que ganham o processo entregam na escola. Seja na região central ou em Santa Cruz. Toda a rede recebe ponto a ponto a merenda e ao mesmo tempo todo o controle tem que ser feito pela escola que recebe a merenda escolar”, explicou Antonieta. “A Prefeitura não pagou acima do valor de mercado. Quando você faz um processo licitatório, no caso de frutas, tem a sazonalidade. Baixa produção vai ter um preço maior. Maior oferta terá menor preço”.

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Horas antes da votação, a prefeita Maria Antonieta de Brito (PMDB) conversou com a imprensa (Foto: Luiz Torres/DL)

Adoçante e carne

Com relação ao adoçante, um dos produtos que consta no relatório e que tem a maior diferença se comparado ao valor de mercado, Antonieta explicou que atende os protocolos de saúde. “Os adoçantes comuns têm um princípio ativo e o estévia (adoçante que consta na licitação) não tem o mesmo custo dos outros. Eu não posso trazer para a área da saúde outros adoçantes.

No supermercado se compra um frasco com 75 ml e que nós compramos é de 100 ml”, afirmou. Segundo a prefeita, o pregão atende também setores como Assistência Social e Saúde.
Antonieta também deu como exemplo a melancia citada no relatório. “A melancia que está no nosso edital de licitação é uma unidade de 10 quilos. Quanto custa um quilo hoje em qualquer mercado? A pesquisa de mercado você chega ao preço de R$ 1 a R$ 3. A nossa unidade com entrega está a R$ 3. Está acima do mercado? Não está”, destacou.

Questionada sobre a constatação de troca de tipos de carne — compra de contrafilé e entrega de coxão mole —, a prefeita disse que a correção é feita assim que constatada a irregularidade. “Cada escola determina quem recebe a merenda. Na hora que ela vai usar o alimento, vai checar como está. Se não estiver na conformidade, ela coloca isso no registro. Esse alimento é preparado e não é cobrado e a empresa tem que dar o alimento na qualidade e como está descrito na nota. Não veio a carne tal, a empresa tem que dar sem cobrar a carne que está na nota”.