Cotidiano
Projeto prevê usina capaz de transformar resíduos sólidos em eletricidade e vapor térmico, reforçando economia circular e nova fase industrial
Área do antigo lixão do Sítio dos Areais, em Cubatão, pode abrigar usina que transforma resíduos em energia limpa e vapor industrial / Divulgação/PMC
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Cubatão iniciou estudos para transformar a área do antigo lixão do Sítio dos Areais em um Polo de Energia Sustentável, iniciativa que busca reposicionar o município na agenda da economia verde e da transição energética.
O projeto prevê a implantação de uma usina de energia limpa baseada na tecnologia Waste-to-Energy (WTE), capaz de converter resíduos sólidos em eletricidade e vapor térmico.
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A proposta carrega simbolismo histórico ao escolher um espaço marcado por passivos ambientais para sediar uma nova etapa do desenvolvimento industrial.
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A Prefeitura já abriu tratativas com a China Civil Engineering Construction Corporation (CCECC), parceira da SUS Environment, empresa reconhecida globalmente em recuperação energética.
Executivos do grupo estiveram na cidade para apresentar soluções voltadas à eficiência térmica e a sistemas avançados de filtragem.
Segundo a administração municipal, a iniciativa também dialoga com o projeto de implantação da indústria do hidrogênio verde e com o futuro Corredor Porto-Indústria (COPI), criando sinergia entre sustentabilidade, logística e produção industrial.
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A ideia é que o lixo urbano deixe de ser passivo ambiental e passe a funcionar como insumo energético para o polo industrial local.
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Representantes da CCECC destacaram que a tecnologia já opera em larga escala em diversos países da Ásia e da Europa, citando a experiência chinesa, onde centenas de usinas de recuperação energética contribuíram para reduzir drasticamente a dependência de lixões. O modelo, segundo os técnicos, alia segurança operacional à geração de valor econômico a partir dos resíduos.
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O município ainda está na fase inicial de estudos e análise de viabilidade. Entre os próximos passos estão a definição do modelo de contratação — com possibilidade de Parceria Público-Privada (PPP) — além de licenciamento ambiental, avaliação técnica e adequação legal.
A expectativa é que o projeto gere empregos, diversifique a matriz energética e impulsione a retomada econômica de Cubatão com foco em sustentabilidade.