Antigo aterro sanitário vira parque de preservação ambiental em Itanhaém

Revitalização da área faz parte de um Termo de Ajustamento de Conduta entre Prefeitura e Ministério ­Público

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09 FEV 2019Por Rafaella Martinez09h00
Na comparação, antes e depois da revitalização no Parque VergaraFoto: Divulgação

O lugar que por 12 anos recebeu o lixo produzido em Itanhaém e que foi interditado em 2008 pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) por conta das péssimas condições nas quais operava, se transformou em um reduto de preservação no Parque Vergara.

Após um trabalho de revitalização e monitoramento por parte de órgãos público e privado, o antigo aterro sanitário que ficava na Estrada Coronel Joaquim Branco, está irreconhecível, já coberto por uma área verde. Em um futuro próximo, o objetivo é transformar a área em um parque de preservação ambiental, consequência da assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a ­Prefeitura e o Ministério ­Público, garantindo a ­reserva.

O método de revitalização inclui monitoramento da terra desde que o terreno deixou de receber o lixo de toda a Cidade, hoje encaminhado para o aterro sanitário em área particular em Mauá, no interior de São Paulo. Dentro de uma gestão sustentável, a Prefeitura de Itanhaém decidiu transformar a área em um local de preservação ambiental, cumprindo as exigências técnicas e os prazos estabelecidos pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).

O antigo aterro sanitário recebia mais de 80 toneladas diárias de resíduos sólidos. Em 2017 a reportagem esteve no local e constatou que, embora seja uma área de difícil acesso, a entrada do local era marcada por restos de detritos, lançados por munícipes.

O prefeito de Itanhaém, Marco Aurélio, reconhece a amplitude do impacto da área em estado de conservação. “O descarte irregular desses resíduos pode prejudicar o meio ambiente. Por isso, é muito importante a evolução da vegetação no parque”.

Embora a iniciativa tenha modificado esteticamente a paisagem do local, uma empresa privada contratada pela Prefeitura tem investigado o solo e monitorado os riscos de contaminação, fazendo um controle rígido da área e identificando as espécies vegetais crescentes naquele local.  

Coopersol

Atualmente, a Prefeitura mantém parceria com uma cooperativa de reciclagem instalada na região do Jardim Oásis, formada, em sua maioria, por ex-catadores de lixos. A iminência do fechamento do aterro levou essas pessoas a seguirem outro caminho: o da coleta seletiva. Elas aprenderam a garimpar plásticos, latas e outros materiais recicláveis na instituição intitulada Coopersol e hoje ganham dinheiro com a reciclagem.

Fundada em 2009, por ex-catadores de lixos, a cooperativa tem possibilitado destinação mais adequada aos resíduos sólidos, com impactos ambientais menos nocivos. Antes de por em prática, - eles – os coletores - participaram de capacitação que ensinou o manejo correto dos materiais e, hoje, lucram com a venda dos resíduos a empresas especializadas nesse segmento, em atendimento ao que determina a lei nº 12.305, de Política Nacional de Resíduos Sólidos, que propôs o fim dos lixões e a logística reversa.

A Coopersol está localizada na Rua João Andrades Jr, 400, no bairro Oásis, e funciona de segunda a sexta, das 7h30 às 16 horas. Para ajudar a Coopersol, a população da Cidade pode levar seu lixo reciclável à sede que se encontra na Rua João Andrades Jr, 400, no bairro Oásis, ou inscrever sua residência para coleta residencial por meio do telefone (13) 3427-6470. A cooperativa recebe papel, garrafas pet, vidro, peças eletrônicas, plásticos, latas e alumínio em geral. O resíduo deve estar sem resíduos ou restos de comida, limpo e seco e em sacos amarrados. Madeira, isopor, lâmpadas, pilhas e baterias não são recolhidas.

 

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