Cotidiano
Com registros de filhotes em várias cidades, o invasor cubano demonstra rápida adaptação e preocupa biólogos por não possuir predadores naturais na região
Chamado Anolis porcatus, o lagarto foi visto em uma residência em São Vicente / Leitor DL/Reprodução
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O "lagarto cubano" (Anolis porcatus), considerado uma espécie exótica e invasora, foi recentemente avistado em São Vicente.
Conforme matéria publicada pelo jornalista Márcio Ribeiro, do Diário do Litoral, o réptil já foi visto em cidades como Santos, Guarujá e Peruíbe.
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Na ocasião, o animal apareceu no quintal de uma residência no bairro Vila Margarida, onde o morador acreditou tratar-se de uma "lagartixa". Ao encontrá-lo, um registro foi enviado à reportagem. O munícipe vicentino, que preferiu não ter a identidade revelada, levou o lagarto para um jardim próximo e o soltou no local.
Os primeiros registros do lagarto cubano ocorreram em 2015, mas a identificação oficial foi publicada em 2016 pelo South American Journal of Herpetology, em estudo apoiado pela Fapesp e pela National Science Foundation (NSF).
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Segundo a Revista Fapesp, o avanço da espécie preocupa especialistas, pois ela pode ameaçar populações nativas de répteis e alterar o equilíbrio ecológico.
Já existem registros de machos, fêmeas e filhotes, o que confirma que o animal está se reproduzindo na região. Como o Anolis porcatus é originário de Cuba, pesquisadores acreditam que ele tenha chegado ao Brasil por meio de navios de carga no Porto de Santos.
Conforme a matéria publicada em novembro de 2025, o biólogo Thiago Nascimento, responsável pelo Cetas, afirmou que, caso esses animais exóticos sejam encontrados, não devem ser devolvidos à natureza. “Eles são destinados ao cativeiro regular, já que podem causar desequilíbrios ambientais sérios”, destacou.
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O Anolis porcatus diferencia-se das lagartixas comuns pela coloração verde vibrante e pelo comportamento ativo. Podendo atingir até 15 centímetros, sua dieta inclui insetos, aranhas, lacraias, pequenos roedores e até outros lagartos. Até o momento, não foram registrados predadores naturais para esta espécie na região.