Anchieta-Imigrantes tem os menores índices de acidentes e mortes

As maiores reduções foram observadas na serra da Anchieta e nos trechos de planalto e baixada da Imigrantes.

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21 JAN 201315h07

Melhorias operacionais, intervenções de engenharia e campanhas de conscientização são alguns dos motivos que levaram a Ecovias a registrar em 2012 os melhores indicadores em segurança viária desde maio de 1998, quando a empresa passou a administrar o Sistema Anchieta-Imigrantes. Os dados mostram que os índices de acidentes e mortes (ocorrências em relação ao volume de tráfego) são os menores já registrados e vem caindo gradativamente ao longo dos últimos anos.

Em números absolutos, os resultados também são positivos. Mesmo com crescimento de 40% no volume de tráfego desde o início da concessão, a quantidade de vítimas fatais do ano passado é a mais baixa da história da Ecovias – foram 80 em 2012 contra 114 no ano anterior e 98 em 2008, quando a concessionária havia registrado o menor número de ocorrências. Já os 5.787 acidentes apontados no ano passado estão 1,6% acima da melhor marca já obtida – 5.694 (em 2011).  Em relação a 1999, primeiro ano completo sob administração da Ecovias, as mortes diminuíram 46% (de 149 para 80) e os acidentes caíram 19% (de 7147 para 5787).

As maiores reduções nas vítimas fatais foram observadas nos trechos de planalto e baixada da Rodovia dos Imigrantes (queda de 64% e 53%, respectivamente) e na serra da Via Anchieta (diminuição de 44%) – segmentos que estão entre os que receberam atenção especial do Programa de Redução de Acidentes (PRA), desenvolvido continuamente por integrantes das mais diversas áreas da empresa com o objetivo de discutir os pontos considerados mais críticos e sugerir soluções.

Em relação a 1999, primeiro ano completo sob administração da Ecovias, as mortes diminuíram 46% (de 149 para 80) e os acidentes caíram 19% (de 7147 para 5787). (Foto: Luiz Torres/ DL)

De acordo com o coordenador do PRA, Ronald Marangon, um dos objetivos perseguidos pela empresa em 2012 foi a redução dos atropelamentos – acidentes que somam apenas 1,8% do total, mas que representam quase 34% das mortes registradas no ano. “Procuramos pensar num conjunto de ações não apenas para estimular o uso das passarelas por parte dos pedestres, como também para alertar e conscientizar os motoristas que circulam nos trechos urbanos, que são mais sujeitos a esse tipo de ocorrência”.

Entre as medidas adotadas estão plantio de sansão do campo e implantação de telas no canteiro central para impedir a passagem de pedestres, ações educativas nas comunidades, cafés da manhã nas passarelas, reforço na sinalização para o motorista, redução da velocidade em alguns trechos e melhorias na iluminação e nos acessos das passarelas. Com isso, o número de mortes por atropelamento caiu de 35 em 2011 para 27 no ano passado, uma redução de quase 23%.

Fiscalização de caminhões na faixa da esquerda           

Outro projeto que merece destaque é a implantação de radares que flagram caminhões na faixa da esquerda na pista de subida da Imigrantes, tecnologia inédita no Brasil e que, desde março do ano passado, quando o primeiro equipamento entrou em operação no km 48, já reduziu em 80% o número de acidentes com caminhões no trecho. Em novembro, um novo equipamento com a mesma função foi instalado no km 52 da rodovia. Considerada infração de trânsito pelo Código de Trânsito Brasileiro, a utilização da faixa rápida por veículos pesados, como caminhões e ônibus, não apenas prejudicam a fluidez de tráfego, mas também oferece riscos à segurança.

Redução de velocidade na Imigrantes

Em agosto do ano passado, com base em análises e indicações do PRA, a velocidade no planalto da Imigrantes, do km 18 ao km 11, foi reduzida 120 km/h para 110 km/h no sentido São Paulo. O trecho vinha apresentando grande número de acidentes graves e atropelamentos, causados, sobretudo, pelo excesso de velocidade. Após a medida, houve redução em 42% dos acidentes, passando de 80 de agosto a dezembro de 2011 para 42 no mesmo período do ano passado. Desde a mudança, a Ecovias não registrou mortes no trecho. Já em 2011, quatro pessoas morreram entre agosto e dezembro na região.

Mais segurança na neblina

Para garantir um comportamento mais seguro do motorista em casos de neblina intensa, a Ecovias implantou no final de 2011 e início de 2012 uma séria de medidas adicionais para essas situações. As principais foram a redução da velocidade para 40 km/h e proibição de ultrapassagem por veículos pesados nos trechos de serra sempre que a visibilidade estiver abaixo de 100 metros. Os condutores são alertados por placas aéreas instaladas em locais estratégicos, que exibem luzes amarelas piscantes nas ocasiões em que a neblina é intensa, e também por paineis eletrônicos de mensagem. A concessionária também instalou 138 placas educativas e de advertência, mais de 73 mil tachas refletivas (conhecidas como olho de gato) para delimitar as faixas de tráfego, 4,3 mil balizadores com material refletivo nas laterais das pistas e um novo painel eletrônico de mensagem no km 49 da Imigrantes sentido São Paulo. A pintura das faixas também foi inteiramente renovada.

Campanha de segurança

No ano passado, a Ecovias, bem como todo o Grupo EcoRodovias, aderiu à Década Mundial de Ações de Segurança no Trânsito da ONU, que propõe a redução de 50% no número de mortes no trânsito em todo o mundo até 2020. Para alcançar o objetivo, além de todo o trabalho já feito pela empresa, foi lançada a campanha “Por uma estrada sem acidentes”, que veiculou mensagens e orientações de segurança no trânsito em programas de TV, rádios, jornais, revistas e em faixas na rodovia. Nos pedágios, foi distribuído também o primeiro volume do guia prático para viagens seguras, que trouxe dicas sobre como dirigir em situações de neblina. Mais informações podem ser obtidas no site www.ecorodovias.com.br/semacidentes ou na fanpage http://www.facebook.com/EcorodoviasSemAcidentes. 

Perfil dos acidentes no Sistema Anchieta Imigrantes

Os dados da Ecovias apontam que as ocorrências mais comuns são: colisão traseira, choque contra obstáculo fixo, tombamento e colisão lateral. Os veículos que mais se envolvem em acidentes são os carros (52% do total), seguido dos caminhões (20%), motos (16,7%), perua/caminhonete (8%) e ônibus (1,5%).