Anac vai multar Infraero por problemas em aeroportos do RJ

O anúncio foi feito pelo diretor-presidente da Anac, Marcelo Guaranys.

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28 DEZ 201222h47

A Agência Nacional de Aviação (Anac) vai aplicar multas à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) pela interrupção do fornecimento de energia no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão – Antonio Carlos Jobim e pela pane mecânica no sistema de ar condicionado central no Aeroporto Santos Dumont. O anúncio foi feito pelo diretor-presidente da Anac, Marcelo Guaranys, durante vistoria hoje (28) no Galeão durante a Operação Fim de Ano.

No Santos Dumont,a multa é R$ 50 mil por dia pela ausência de ar condicionado no terminal. “Estamos verificando quantos dias isso foi feito e já temos apurados por pelo menos cinco dias, o que perfaz uma multa de R$ 250 mil, o que equivale a um terço da receita de embarque da Infreaero naquele aeroporto por dia”, disse Guaranys.

No Galeão, uma interrupção da energia na noite da última quarta-feira (26), que demorou cerca de duas horas para ser totalmente restabelecida, gerou atraso em 19 voos. “Pela não disponibilização de luz será aplicada uma multa que vai de R$ 35 mil a R$ 50 mil, pela história do 'apagão'. A equipe de fiscalização vai definir o valor exato”, explicou.

O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, disse que a empresa é a administradora dos aeroportos do país e, portanto, tudo o que acontece dentro do espaço é de sua responsabilidade. “Nós ainda não sabemos se o problema é do gerador ou se houve alguma falha de comunicação entre a central e o sistema de redundância. Estamos apurando o que aconteceu, mas o problema já foi resolvido. A população pode estar absolutamente tranquila porque não teremos mais esse problema”, disse o presidente.

No Galeão, uma interrupção da energia na noite gerou atraso em 19 voos (Foto: Divulgação)

Segundo Vale, as duas linhas que fornecem energia para o Aeroporto do Galeão estão funcionando. “Nós estamos verificando porque o nosso regime de contingência demorou dez minutos para entrar [em funcionamento]. Ele teria que entrar um pouco mais cedo para que as pessoas não tivessem aquela sensação que tiveram. Eu considero que três minutos é o tempo máximo que o grupo de geradores teria para suprir o aeroporto de forma emergencial”.

Vale disse também que “não há nenhum fator neste momento que diga que a Light [concessionária de energia do Rio] tenha responsabilidade e possa ser multada por esse episódio. Evidentemente, a Anac, no âmbito das suas competências, se houve uma falha no funcionamento do aeroporto tem sim a obrigação de procurar responsabilidades”.

Iniciada no último dia 13, a Operação Fim de Ano tem o objetivo de inspecionar a estrutura dos aeroportos e os serviços oferecidos aos passageiros. Além do Galeão, foram vistoriados os aeroportos de Congonhas e Guarulhos (SP), Brasília (DF), Viracopos (SP), Confins (MG), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Recife (PE), Porto Alegre (RS) e Afonso Pena (PR).