Alto fluxo nos condomínios em festas de final de ano reforça a importância de cuidados na segurança

No período de festas de fim de ano, especialmente na Baixada Santista, maior circulação de moradores e visitantes nos prédios reacende alerta de cuidados para evitar roubos e outros crimes

Além da presença do porteiro, bons hábitos por parte do condômino ajudam a garantir a segurança do condomínio

Além da presença do porteiro, bons hábitos por parte do condômino ajudam a garantir a segurança do condomínio | Pixabay

Com a chegada do fim de ano, principalmente em festas de Natal e Ano Novo, aumenta o fluxo de pessoas que circulam pelos condomínios da Baixada Santista. Segundo a Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes, mais de 1 milhão de veículos desceram em direção ao litoral nas duas últimas semanas de 2021, e um número semelhante é previsto para 2022.

Continua após a publicidade

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Além dos moradores fixos, descem a serra aqueles que têm apartamentos de temporada, isso sem contar os visitantes, como parentes que vêm passar a ceia de Natal em família.

Continua após a publicidade

Este período requer um cuidado redobrado na segurança, tanto por parte dos profissionais que atuam no prédio, como por parte dos condôminos, cujos hábitos devem sempre visar a segurança coletiva do condomínio.

Segundo Alexandro Luciano Coelho,  gerente operacional da Embraps, empresa especialista em fornecimento de mão de obra terceirizada, um exemplo de falha cometida por moradores é quando, ao entrar no prédio – seja em dias comuns ou com a alta movimentação nos períodos de fim de ano -, ele nota um outro indivíduo atrás dele e deixa o portão aberto para que entre. “O desconhecido pode passar despercebido pelo porteiro, que realiza, também, outras atividades no local”, alerta.

Continua após a publicidade

Uma situação inicialmente corriqueira como esta pode acabar em um roubo ao condomínio – e, em muitos casos, a culpa da falha do procedimento recai sobre o porteiro, ainda que não seja dele.

Nos períodos festivos em que moradores temporários e visitantes entram e saem do prédio, o trabalho do porteiro aumenta consideravelmente, o que demanda a colaboração por parte dos moradores.

Continua após a publicidade

“O morador, quando entende que faz parte do processo de entrada segura em um prédio, tem consciência de sempre colaborar com a portaria com informações completas e que facilitem o trabalho, faz muita diferença. Isso ajuda o porteiro a realizar os procedimentos que são constantemente reforçados em treinamentos e campanhas mensais”, explica o gerente.

Atenção ao uso da tecnologia

Continua após a publicidade

Os prédios mais novos contam com uma fechadura com biometria ou reconhecimento facial, que identifica o morador e é um reforço na segurança. Porém, o mau uso da ferramenta também pode abrir uma ‘janela de insegurança’. A exemplo do morador, que abre a porta com sua biometria e, na sequência, deixa ela aberta ou pergunta a um estranho se ele vai entrar.

As garagens também são outro ponto de atenção. De acordo com o gerente operacional da Embraps, elas são um dos maiores riscos, pois muitos moradores entram com os veículos e em alguns casos não fecham os portões. Em outros, esquecem seus controles e pedem para o porteiro abrir o portão, desviando o foco de seu trabalho.

Continua após a publicidade

“Quando o recurso tecnológico é bem usado, é um ganho para a portaria porque nosso porteiro pode focar no mais importante que é a entrada do morador e qualquer outra pessoa que queira se aproveitar dessa janela de insegurança”, explica Coelho.

Mas a tecnologia é uma aliada não só no dia a dia, mas também na segurança. O gerente operacional aponta que o uso de câmeras boas, sensores, equipamentos no controle de acesso, entre outras ferramentas são pilares para a melhor segurança do condomínio. Ela é uma ferramenta vital, também, em períodos de maior movimentação no prédio, sendo assim um auxílio no trabalho do porteiro.

Continua após a publicidade

Dicas e boas práticas

A Embraps, que trabalha com uma variedade de condomínios, desde aqueles com alta tecnologia no controle de acesso ou prédios onde o porteiro ainda atua com botões para a abertura dos portões, mantém treinamento contínuo com seus porteiros para lidar com vários tipos de adversidades.

Continua após a publicidade

A empresa já atua em alguns clientes na conscientização de que o morador e a parte tecnológica de apoio fazem parte do processo de segurança do prédio, enfatizando que a garantia da segurança do condomínio é um trabalho conjunto dos funcionários do prédio e dos moradores.

“Temos palestras curtas e objetivas, adaptadas a cada realidade de cliente, desde o mais tecnológico ao que tem a estrutura mais simples de segurança”, explica. De acordo com Coelho, essas ações levam ao morador a oportunidade de entender a segurança de sua moradia, quais são suas ferramentas e como usá-las na entrada e saída, com atenção a portões abertos e estranhos nos entornos.

Continua após a publicidade

“Nossa ação é muito positiva e nos clientes onde houve a oportunidade de interação com os moradores, já verificamos bons resultados na percepção de segurança na união entre morador, portaria e materiais de apoio”, afirma.

Campanhas de conscientização feitas pelo próprio condomínio aos moradores, seja por reportagens, pequenos comunicados, entre outros meios, são efetivos, afirma Coelho – além de ter custo zero. A Embraps, afirma, se disponibiliza a atuar junto aos clientes caso necessário e fornece informações de segurança aos síndicos por meio de WhatsApp.

Continua após a publicidade

“Quando o criminoso visa um local e percebe que há uma integração entre atuação humana, tecnologia e moradores cumprindo procedimentos, minimiza muito os riscos”, finaliza Alexandro Luciano Coelho.