Alimentos da Ceia de Natal oscilam até 60% nos mercados de Santos

A maior diferença é da ave mais consumida nessa época do ano, o chester, que pode ser encontrado de R$ 15,48 a R$ 24,90 por quilo

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11 DEZ 2017Por Caroline Souza10h00
Reportagem do Diário do Litoral visitou alguns mercados da região e encontrou variações de até 60,85%Foto: Rodrigo Montaldi/DL

Com as festas de m de ano chegando, as compras de su- permercado passam a incluir alimentos típicos da ceia de Natal. Por conta da tradição, a crise não impede que esses pro- dutos apareçam no carrinho de compras dos brasileiros. Mas, para economizar, é importante ficar atento aos preços.

A Reportagem do Diário do Litoral visitou alguns mercados da região e encontrou variações de até 60,85%. A maior diferença é da ave mais consumida nessa época do ano, o chester, que pode ser encontrado de R$ 15,48 a R$ 24,90 por quilo.

A menor diferença está na mesma categoria de ‘carnes congeladas’. O peru tem ape- nas R$ 0,50 (3%) de variação do preço do quilo. Comparamos também o preço do bacalhau, que vai de R$ 54,90/kg até R$ 64,90/kg, equivalente a 18,21% de variação.

“Consumidores fazem investimentos nessa época do ano, porque é uma data importante. Posso dizer que o preço do bacalhau se manteve estável. Já o das frutas secas diminuiu”, relata Marcelo Gil Figueira, dono de um empório localizado no Boqueirão.

Na categoria ‘frutas secas’, a uva passa apresenta variação de 28,29%. O preço do quilo mais barato está R$ 35,00 e do mais caro R$ 44,90. As frutas cristalizadas têm uma diferença menor, 20,4%, variando de R$ 29,90 até R$ 36,00 o quilo.

A castanha-do-pará mais em conta pode ser encontrada por R$ 149,90 por quilo. Já a mais cara, por R$ 240,83 o quilo, resultando em uma oscilação de 60,66%.

Panetones

Muitos mercados fabricam seus próprios panetones, o que pode baratear o custo do produto, se comparado ao mesmo item de grandes marcas. Sendo assim, é possível preparar a ceia com o famoso panetone sem precisar gastar muito. Os pane- MERCADOS DE SANTOS: alimentos da Ceia de Natal oscilam até 60,85% [ Por Caroline Souza ] De Santos tones podem ser encontrados a partir de R$ 7,00.

“Natal é sazonalidade. Fabricamos panetones o ano inteiro, mas é incomparável as vendas do produto nessa época, que crescem consideravelmente”, arma Carlos Augusto, gerente comercial de um mercado de Santos.

De acordo com a APAS, a projeção de aumento nas vendas de panetones para este ano é de 10% em relação a 2016. Para a associação, a diversicação de sabores, bem como as ações no ponto de venda, são os fatores que impactam positivamente.

“O panetone tem vendas expressivas nesta época do ano. Neste Natal não será diferente. Além disso, o chocotone está ganhando espaço também nas prateleiras”, reforça Rodrigo.

Espumantes

Tão famoso quanto o chester e o panetone, o espumante também tem seu destaque na ceia de Natal. A variedade de marcas faz com que, em um mesmo supermercado, as prateleiras estejam cheias de opções dos mais variados preços. Os populares podem ser encontrados a partir de R$ 12,98, já os de marcas mais caras, podem ultrapassar R$200,00.

Variação anual

Com relação a variação anual dos preços, a APAS prevê queda em diversas categorias de produtos, deixando os itens mais comprados para as festas de §inal de ano mais baratos ou estáveis.

“Os preços em geral estão se comportando bem melhor em 2017, com variações baixas ou mesmo quedas interessantes de preço, especialmente nos panicados e aves, itens muito consumidos no Natal”, diz o economista.

“Os preços em geral estão se comportando bem melhor em 2017, com variações baixas ou mesmo quedas interessantes de preço, especialmente nos panicados e aves, itens muito consumidos no Natal”, diz o economista.

Em 2017, os espumantes registram alta de 3,62% de janeiro a setembro, menor que a elevação do ano anterior (8,21%).

A expectativa é que os preços fechem, no acumulado do ano, em alta de 5%, bem inferior aos 11% de 2016.

Expectativa de vendas

Ainda segundo a APAS, as vendas dos supermercados paulistas para este Natal devem ter um crescimento real de 1,5% a 2% em relação ao ano passado, conrmando a recuperação da economia, ainda que lentamente, no Estado. Representando um incremento de 0,5% no PIB nacional, este faturamento é notícia positiva para todos os setores, já que a recuperação das vendas nos supermercados é um dos primeiros termômetros de melhora em uma crise.

Gerentes e donos dos mercados da região também apostam em um aumento considerável no movimento. “Já percebemos um crescimento nas vendas e isso com certeza tem relação com as festividades de §inal de ano”, a§irma Augusto.

“O movimento está melhorando aos poucos, mas a partir do dia 18 é que vemos isso de forma mais expressiva”, complementa.