Cotidiano

Alimentar saguis pode ameaçar o equilíbrio ambiental no litoral paulista

A prática aparentemente inofensiva favorece avanço da espécie, amplia riscos sanitários e pressiona a fauna nativa

Giovanna Camiotto

Publicado em 03/03/2026 às 22:28

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

O sagui-de-tufo branco não tem predador natural nas matas da região e os especialistas atribuem a sua chegada ao tráfico de animais silvestres / Márcio Ribeiro/DL

Continua depois da publicidade

Oferecer alimento a saguis é um hábito comum em praças, orlas e áreas de mata próximas a bairros residenciais, inclusive em regiões como Itanhaém e Peruíbe. No entanto, especialistas alertam que a prática está longe de ser inofensiva, pois pode provocar superpopulação, alterar o comportamento natural e ainda contribuir para desequilíbrios ambientais.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Segundo informações do "Árvore Ser Tecnológico", o nível de primatas pode aumentar além da capacidade de suporte do ambiente devido ao acesso facilitado a frutas, pães e alimentos industrializados. O excesso de animais intensifica a disputa por território e alimento, além de ampliar a pressão sobre outras espécies.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Sagui exótico se espalha pelo litoral de SP e pode causar doenças; entenda

• Polícia prende homem com sagui, arma e veículos importados em Itanhaém

• Sagui é visto perto da escadaria do Monte Serrat: veja as fotos

Oferta de alimento facilita superpopulação e altera hábitos naturais dos saguis /Unsplash
Oferta de alimento facilita superpopulação e altera hábitos naturais dos saguis /Unsplash
Espécie invasora pressiona primatas nativos da Mata Atlântica /Unsplash
Espécie invasora pressiona primatas nativos da Mata Atlântica /Unsplash
Presença em áreas urbanas aumenta com a dependência de comida humana /Unsplash
Presença em áreas urbanas aumenta com a dependência de comida humana /Unsplash
Contato direto amplia risco de transmissão de doenças /Unsplash
Contato direto amplia risco de transmissão de doenças /Unsplash
Orientação é manter distância e evitar qualquer tipo de alimentação /Unsplash
Orientação é manter distância e evitar qualquer tipo de alimentação /Unsplash

O cenário envolve principalmente o Sagui-de-tufo-branco, uma espécie originária do Nordeste e introduzida no Sudeste por tráfico e soltura irregular. Em áreas da Mata Atlântica, passou a ser considerada invasora por competir com primatas nativos e predar ovos e filhotes de aves.

Na Baixada Santista, a presença desta espécie de primata tem se tornado cada vez mais frequente, um fenômeno associado ao tráfico de animais, à adaptação ao ambiente urbano e à oferta constante de alimento por turistas ou moradores locais.

Continua depois da publicidade

Além do impacto ambiental, há risco à saúde pública. O contato direto pode facilitar a transmissão de doenças como raiva e herpes. Ao se acostumarem com pessoas, os animais se aproximam de casas e escolas, aumentando a chance de acidentes.

A recomendação de órgãos ambientais é clara: não alimentar, não tocar e observar à distância. A preservação da fauna depende do respeito ao comportamento natural das espécies.

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software