O sagui-de-tufo branco não tem predador natural nas matas da região e os especialistas atribuem a sua chegada ao tráfico de animais silvestres / Márcio Ribeiro/DL
Continua depois da publicidade
Oferecer alimento a saguis é um hábito comum em praças, orlas e áreas de mata próximas a bairros residenciais, inclusive em regiões como Itanhaém e Peruíbe. No entanto, especialistas alertam que a prática está longe de ser inofensiva, pois pode provocar superpopulação, alterar o comportamento natural e ainda contribuir para desequilíbrios ambientais.
Segundo informações do "Árvore Ser Tecnológico", o nível de primatas pode aumentar além da capacidade de suporte do ambiente devido ao acesso facilitado a frutas, pães e alimentos industrializados. O excesso de animais intensifica a disputa por território e alimento, além de ampliar a pressão sobre outras espécies.
Continua depois da publicidade
O cenário envolve principalmente o Sagui-de-tufo-branco, uma espécie originária do Nordeste e introduzida no Sudeste por tráfico e soltura irregular. Em áreas da Mata Atlântica, passou a ser considerada invasora por competir com primatas nativos e predar ovos e filhotes de aves.
Na Baixada Santista, a presença desta espécie de primata tem se tornado cada vez mais frequente, um fenômeno associado ao tráfico de animais, à adaptação ao ambiente urbano e à oferta constante de alimento por turistas ou moradores locais.
Continua depois da publicidade
Além do impacto ambiental, há risco à saúde pública. O contato direto pode facilitar a transmissão de doenças como raiva e herpes. Ao se acostumarem com pessoas, os animais se aproximam de casas e escolas, aumentando a chance de acidentes.
A recomendação de órgãos ambientais é clara: não alimentar, não tocar e observar à distância. A preservação da fauna depende do respeito ao comportamento natural das espécies.