Aliança entre PT e PCdoB visa resgate de políticas públicas

Lideranças dos partidos falam em renovação e promoção de debate de fôlego sobre a cidade

Resgate de uma história projetado numa perspectiva nova. Esta é a forma como PCdoB e PT visualizam a aliança visando a disputa pelo Executivo santista neste ano.

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A definição foi dada pela presidente do PCdoB, Renata Bruno. A coligação é representada pela pré-candidata, Carina Vitral, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).

De acordo com Renata, as duas legendas já vinham se aproximando há três anos, e desde 2015, conversavam a construção do projeto, mas sem a indicação de um nome. O nome de Carina surgiu por ideia da ex-prefeita Telma de Souza.

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“É importante que a gente reconheça. Nesse momento que ela fez a proposta foi um momento de susto seguido de encantamento. E o encantamento permanece e tem encantado mais gente pela cidade afora”, destaca Renata.

A coligação vê a necessidade de resgatar políticas públicas desenvolvidas por governos petistas na cidade entre 1989 e 1995. Além disso, analisam que Santos vive há 20 anos em um projeto descendente, que não unifica e chama a ­população.

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“Esta cidade precisa de um discurso alternativo. Não precisa de uma tirania de uma visão. Você não pode ir juntando todas as forças partidárias para anular uma discussão de fôlego que a cidade precisa ter”, ressaltou Telma.

Presidente do PT, Bartolomeu Pereira de Souza classifica a engenharia que determinou a pré-candidatura de Carina Vitral como uma renovação e inovação.

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“Dentro de um momento conjuntural deste, você tem uma pessoa jovem, mulher, feminista, de esquerda. E mais, uma pessoa rígida na defesa da democracia. Não é pouca coisa. A Carina simboliza tudo isso. E o PT aprova com muito entusiasmo essa aliança que é construída”.

Já o vice-presidente do PCdoB, Marquito Duarte, fez duras críticas ao modo de governar da gestão Paulo Alexandre Barbosa. Para ele, Carina se diferencia por ter uma nova visão da política.

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“Não basta ser jovem, porque Paulo Alexandre é jovem. Mas ele tem uma política antiga, envelhecida, tacanha, egoísta, seletiva. E que não tem um projeto político para a cidade. São ações administrativas isoladas, que não tem sequência”.

Esta é a primeira vez que o PT não terá um candidato próprio desde 1984. Carina Vitral classificou o gesto do partido em abrir mão de indicar alguém para apoiar o PCdoB como uma grande generosidade, além de ressaltar o apoio que a legenda prestou ao Partido dos Trabalhadores durante os momentos conturbados em Brasília.

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“Foi um gesto para o futuro da política. Estamos, de forma renovada, construindo um projeto para a cidade. A renovação é a garantia que o projeto vai perdurar por muito mais anos”.

O PCdoB conversa com outros partidos. Na última semana houve uma reunião com a Rede Sustentabilidade. Renata Bruno destacou que o partido do vereador Evaldo Stanislau ficou entusiasmado com o projeto. ”Não foi conversada a questão da engenharia, mas foi extremamente produtiva”.

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Indicação de Carina Vitral partiu de Telma, que a vê como ‘herdeira’

Telma de Souza foi a principal idealizadora da pré-candidatura de Carina Vitral. Hoje pré-candidata a vereadora em Santos, a petista já indica a líder estudantil como herdeira política.

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“Comecei a prestar atenção mais nela. Não só no que ela fala, mas como ela olha, como anda, como se veste. Isso é um discurso. Esse discurso é tão ou mais forte que a palavra. E precisa de sinceridade. Nosso quadro é sincero e precisávamos de alguém olho no olho. Alguém que posso apontar e falar que é a minha herdeira. Meus filhos vão pra política, estão abrindo seu espaço. Mas eles são homens. A mulher é ela”.

A ex-prefeita contou como abordou Carina Vitral. “Fomos comer uma feijoada, de caráter duvidoso (risos). Quando eu falei que gostaria que ela fosse pré-candidata à Prefeitura de Santos, ela não sabe, mas ficou com o garfo parado no ar por alguns segundos. Depois perguntou se eu tinha certeza, eu respondi que sim. Ela me disse que era uma pessoa partidária, tudo aquilo que eu estou cansada de falar em 36 anos de PT, mas ressaltei que queria saber a opinião dela.  Eu percebi que o olhinho dela gostou, mas era uma coisa tão nova que aí eu deixei de cantar, me propus a fazer a corte aos pais dela porque eles iam se assustar (risos). E o restante veio”.

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Bem vista pelas duas legendas, a pré-candidatura recebeu até o aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Telma enxerga em Carina uma pessoa para quem possa passar a experiência política e que possui também jovialidade e uma visão de mundo parecida com a da petista.

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A representante do PCdoB enxerga com naturalidade a herança política. “Desde os 16 anos voto em Telma de Souza Sou fruto desta geração, que hoje tenho a oportunidade de representar os valores, princípios e o programa da esquerda que já governou essa cidade e mostrou que pode e que governa melhor que o PSDB”.