Alexandre Cunha lança pré-candidatura para prefeito de Praia Grande

Vice-prefeito em duas ocasiões, Cunha também já foi vereador

Pode-se dizer que Alexandre Cunha tem carreira política consolidada em Praia Grande. Foi vereador por duas legislaturas, presidente da Câmara e vice-prefeito por duas vezes de Alberto Mourão. Agora, ao se lançar pré-candidato a prefeito pelo Republicanos, acredita que suas votações – sempre acima de 35 mil votos (mais que muitos deputados da região) – são um patrimônio eleitoral forte para conduzi-lo ao Executivo. “Nunca precisei de cargos públicos. Após as eleições, volto para minhas atividades empresariais e toco a vida. Estou na política porque acredito que ela é um instrumento de transformação da sociedade”, acredita Cunha.

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Em visita ao Diário, Alexandre Cunha disse que está decepcionado com o Legislativo de forma geral. Para ele, além de pouco fiscalizar, não oferece propostas. “O parlamento tem que ser propositivo. Vereadores, deputados (estaduais e federais) e senadores estão deitados em berço esplêndido. Quando fui presidente da Câmara, tomei a iniciativa de cobrar mais segurança e consegui aumento do quadro de policiais em Praia Grande. Hoje, quando você fala que é político, metade das pessoas torce o nariz e a outra esconde a carteira. Isso precisa mudar”, dispara.

Professor por formação, Cunha não vê com bons olhos a iniciativa do vereador Carlos Eduardo Barbosa, o Cadu (PTB), de instalar câmeras de monitoramento de segurança nas creches e escolas. “Sou contra patrulhamento dentro das salas de aula, pois vai constranger alunos que têm dificuldades para aprender e os especiais, além dos professores. É bullying eletrônico. Não vai trazer nenhum benefício à educação”, explica.

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Ainda sobre Educação, Cunha afirma que é preciso rever em Praia Grande a superlotação das salas da Educação Jovens e Adultos (EJA) e a proibição de professoras, atendentes educacionais, inspetores e outros funcionários de se alimentar junto com os alunos nos horários de merenda. “Os recursos se baseiam no número de crianças e, por isso, só elas têm direito à merenda, que inclusive precisa ser melhorada. Outros servidores não têm a possibilidade de também se alimentar da merenda. Mas não vejo problemas dos professores se alimentarem junto trazendo comida de casa”, explica.

Quiosques

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Sobre mais uma temporada sem quiosques, Cunha acredita que houve precipitação do Governo Mourão em derrubar os equipamentos. “O Ministério Público (MP) só havia questionado a retirada dos permissionários para que houvesse nova licitação de ocupação dos equipamentos. Foram já realizadas três licitações para construção e ocupação, só que ela permite que empresas participem, que ao meu ver não é a uma boa ideia, tanto que a procura não está sendo como se esperava. Hoje, muita gente que trabalhava nos quiosques está desempregada”, comenta.

O pré-candidato acredita na implantação do Complexo Empresarial e Aeroportuário Andaraguá, mas avisa que é preciso preparar a mão-de-obra praiagrandense: “Serão 212 empresas de ponta. O governo precisa levantar quantos e quais empregos serão gerados e preparar a população para ocupá-los. O passivo ambiental será de Praia Grande e os impostos gerados também. Estamos há 40 minutos do ABCD. Não adianta gerar emprego somente para o filho do vizinho”.

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Sobre a relação intempestiva da Prefeitura com os proprietários de ferros-velhos, Cunha disse que é preciso diálogo e planejamento. “É hora de conciliar. A falta de emprego é grande. O governo tem que ser facilitador e ajudar o ganha pão. Isso não significa fechar os olhos para o que está errado. Dá para diferenciar quem recicla, quem ajuda o meio ambiente e economiza para o Município de quem vende material roubado. A cidade já é monitorada. Dá, perfeitamente, para evitar confrontos desnecessários. Tem que dar proteção para o trabalhador e não repreende-lo”, ensina.

Cunha finaliza sua fala com um alerta: a segurança de Praia Grande ainda é um problema, apesar da Guarda Municipal ter sido a primeira a ser armada e responsável por 60% das ocorrências do Município. “Estamos em primeiro lugar na região em estupros. Oitenta casos em nove meses. Em primeiro também em homicídios e roubos. Segundo lugar em roubos de veículos e furtos. É preciso cobrar o Governo do Estado e investir na educação de nossas crianças”.