Uma grande nuvem do tipo 'Cumulonimbus' se aproxima da praia de Santos / Imagem ilustrativa gerada por IA/DL
Continua depois da publicidade
Quem está nas praias de São Paulo deve ficar atento ao horizonte a partir desta terça-feira (13). Previsões do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e do The Weather Channel indicam a formação de áreas de instabilidade severa. O protagonista dessa mudança brusca tem um nome técnico conhecido e temido pelos pilotos de avião e meteorologistas: a nuvem Cumulonimbus (ou Cb), capaz de "transformar o dia em noite" em poucos minutos.
Diferente das nuvens de chuva fina, essas estruturas colossais são as responsáveis pelos eventos climáticos mais extremos do verão.
Continua depois da publicidade
As Cumulonimbus não se espalham apenas horizontalmente; elas crescem verticalmente como torres gigantescas, podendo atingir até 18 quilômetros de altura, tocando o teto da troposfera. Elas se formam através de uma convecção explosiva: o ar quente e úmido da superfície sobe rapidamente, encontra camadas frias na atmosfera superior e condensa de forma violenta.
Muitas vezes, a base dessas nuvens chega acompanhada de uma "Shelf Cloud" (Nuvem Prateleira), aquela formação em arco, baixa e assustadora, que parece varrer a cidade antes da chuva cair.
Continua depois da publicidade
A beleza visual dessas nuvens esconde perigos reais. Segundo os institutos de meteorologia, a Cumulonimbus é a única formação de nuvem capaz de gerar, simultaneamente, granizo, trovoadas intensas e rajadas de vento que podem superar os 90 km/h (os chamados downdrafts).
Para a geografia da Baixada Santista e Litoral Norte, o risco é potencializado: o volume de água despejado por uma Cb é maciço e concentrado, o que gera alagamentos instantâneos e enxurradas antes mesmo que o solo consiga absorver a água. A recomendação é clara: ao avistar essa "torre" escura no horizonte, saia imediatamente da areia e da água.