Cotidiano

Alerta de verão: crianças com autismo têm risco 160 vezes maior de morte por afogamento

O dado reforça um alerta importante sobre a vulnerabilidade desse público em ambientes aquáticos

Igor de Paiva

Publicado em 30/01/2026 às 22:20

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Segundo o Corpo de Bombeiros do Amazonas, que atende, em média, de 35 a 40 ocorrências de afogamentos por ano, a maior parte dos casos decorre de imprudência dos banhistas / Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Um levantamento da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, aponta que crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm 160 vezes mais risco de morrer por afogamento do que crianças típicas.

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O dado reforça um alerta importante sobre a vulnerabilidade desse público em ambientes aquáticos. Segundo especialistas, os acidentes estão associados principalmente à dificuldade em reconhecer situações de perigo, limitações na comunicação e à forte atração que muitas crianças com TEA sentem pela água, pelo brilho e pelo movimento.

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De acordo com a especialista em Psicomotricidade Aquática, Amanda Godoy, muitas dessas crianças não identificam riscos em locais como piscinas, praias e rios e podem se aproximar da água sem perceber o perigo. Em situações de emergência, também podem ter dificuldade para pedir ajuda ou reagir de forma organizada, o que aumenta significativamente o risco de afogamento.

Nesse contexto, a psicomotricidade aquática se destaca como uma ferramenta terapêutica essencial. A abordagem trabalha de forma integrada aspectos motores, sensoriais, emocionais e de segurança. No ambiente aquático, a criança desenvolve consciência corporal, equilíbrio, coordenação motora e controle postural, além de melhorar a organização sensorial e a autorregulação emocional.

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A água, por oferecer estímulos profundos, contribui para a redução da ansiedade, melhora da atenção e fortalecimento do vínculo terapêutico.

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Além do desenvolvimento global, a psicomotricidade aquática tem papel direto na prevenção de afogamentos. A prática ensina a criança a reconhecer o ambiente aquático, respeitar limites, flutuar, mudar de posição e desenvolver estratégias básicas de sobrevivência na água, sempre de forma individualizada e segura.

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Amanda Godoy explica ainda que a principal diferença entre a psicomotricidade aquática e a natação está no objetivo. Enquanto a natação foca no ensino técnico dos estilos de nado e no desempenho esportivo, a psicomotricidade aquática utiliza a água como recurso terapêutico, respeitando as necessidades e particularidades de cada criança com TEA, promovendo segurança, autonomia e qualidade de vida.

 

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