Cotidiano
Criminosos enviam produtos reais para a casa das vítimas com o objetivo de capturar dados bancários por meio de sites fraudulentos
O problema surge quando o código é escaneado / Freepik/zinkevych
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Um novo golpe tem preocupado consumidores em todo o país e começa de forma aparentemente inofensiva: a entrega de um produto que nunca foi comprado. A estratégia envolve encomendas associadas a grandes plataformas de comércio eletrônico, acompanhadas de QR Codes que prometem detalhes do pedido ou instruções para devolução.
O problema surge quando o código é escaneado. Em vez de direcionar para páginas oficiais, a vítima é levada a sites falsos, onde acaba informando dados pessoais e bancários aos criminosos.
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As embalagens chegam com nome completo e endereço corretos, o que aumenta a credibilidade da fraude. No material enviado, o QR Code costuma indicar que há mais informações sobre a compra ou que o destinatário pode solicitar a devolução do item.
Especialistas explicam que a prática explora a rotina acelerada e a confiança do consumidor em grandes marcas. Empresas sérias não solicitam pagamento de taxas ou confirmação de dados sensíveis fora dos canais oficiais.
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Caso haja fornecimento de informações e suspeita de vazamento de dados, a orientação é registrar boletim de ocorrência, comunicar a empresa envolvida e acionar os bancos para bloquear possíveis transações indevidas. O consumidor também pode buscar reparação por eventuais prejuízos.
A pedagoga Fernanda Passos recebeu uma caixa atribuída à Amazon com livros infantis, um creme e outros itens que não havia comprado. Ao verificar o aplicativo da empresa, constatou que não havia nenhum pedido correspondente, embora o pacote estivesse corretamente identificado com seus dados.
Por já ter visto alertas sobre o golpe nas redes sociais, ela decidiu não escanear o QR Code presente na embalagem e optou por ficar com os produtos.
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O conteúdo das encomendas pode variar, incluindo livros, carregadores e peças de roupa.
Especialistas em defesa cibernética alertam que o objetivo é obter dinheiro, capturar dados bancários e, em alguns casos, instalar programas maliciosos no dispositivo da vítima.
A recomendação é simples: não escanear QR Codes recebidos em situações inesperadas, não clicar em links suspeitos e acessar diretamente os canais oficiais da empresa para confirmar qualquer informação. Também é fundamental conferir o endereço do site antes de inserir dados ou realizar pagamentos.
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Em nota, a Amazon informou que não solicita taxas extras nem informações pessoais fora de seu site oficial e orienta que, em caso de dúvida, o cliente consulte diretamente sua conta na plataforma.