Alerta da Anvisa: erro comum ao usar suplemento de cúrcuma pode colocar o fígado em risco

O que era para ser um aliado da saúde pode se tornar um inimigo silencioso do fígado se consumido da forma errada

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acendeu um sinal amarelo para quem faz uso de suplementos e medicamentos à base de Cúrcuma

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acendeu um sinal amarelo para quem faz uso de suplementos e medicamentos à base de Cúrcuma | ImageFX

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acendeu um sinal amarelo para quem faz uso de suplementos e medicamentos à base de Cúrcuma (açafrão-da-terra). O alerta de farmacovigilância foca em um risco raro, mas grave: a hepatite medicamentosa e danos inflamatórios ao fígado.

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O problema não está no tempero

A Anvisa é clara: o pó de cúrcuma usado na culinária (em curries e carnes) continua sendo totalmente seguro. O risco mora nas cápsulas, extratos concentrados e suplementos.

  • Superdosagem: Muitas fórmulas são feitas para ‘potencializar’ a absorção, entregando doses muito maiores do que o corpo processaria normalmente através da comida.

  • Misturas perigosas: A combinação com substâncias como a Piperina (pimenta-preta) aumenta a absorção da curcumina, forçando o fígado a trabalhar no limite para metabolizar o composto.

Sinais de Alerta: Quando parar o uso?

Se você utiliza suplementos de cúrcuma, especialistas recomendam atenção total a estes sintomas:

  1. Icterícia: Pele ou olhos amarelados.

  2. Alterações na excreção: Urina muito escura (cor de chá) ou fezes claras.

  3. Mal-estar: Cansaço extremo sem motivo, náuseas ou dor abdominal persistente.

Decisão da Anvisa: Medicamentos populares como Motore e Cumiah terão suas bulas atualizadas. Já os suplementos passarão por uma reavaliação rigorosa e deverão exibir alertas de segurança nos rótulos.

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Contexto Internacional

O Brasil não está sozinho nessa. Autoridades de saúde na França, Itália e Canadá já registraram dezenas de casos de intoxicação hepática ligados a esses produtos. O consenso médico é que o uso só deve ser feito sob orientação profissional, respeitando as doses seguras.