Alemanha tem mais de 420 extremistas islâmicos vivendo no país, diz ministro

O ministro afirmou que 760 pessoas viajaram da Alemanha para o Iraque ou para a Síria para participar de operações militares ou apoiar o Estado Islâmico

Cerca de 120 pessoas com cidadania da Alemanha morreram apoiando ou lutando pelo Estado Islâmico na Síria e no Iraque, divulgou o ministro do Interior alemão, Thomas de Maiziere, em uma entrevista publicada neste domingo, acrescentando que estima-se que existam 420 extremistas islâmicos vivendo atualmente no país.

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O ministro afirmou que 760 pessoas viajaram da Alemanha para o Iraque ou para a Síria para participar de operações militares ou apoiar o Estado Islâmico e outros grupos terroristas.

“Cerca de um terço deles retornaram para a Alemanha”, disse de Maiziere para o jornal Bild am Sonntag. “Nós sabemos de 70 pessoas que participaram ativamente de batalhas ou de treinamentos e depois voltaram para a Alemanha.”

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Os comentários do ministro foram divulgados no momento em que a Alemanha e outros países da Europa estão em alerta máximo de terrorismo após os ataques em Paris que deixaram 130 mortos no dia 13 de novembro.

A maioria dos extremistas que viajam para o Iraque e para a Síria da Alemanha são homens com menos de 30 anos, que cresceram na Alemanha, de acordo com de Maiziere. Cerca de um quinto dos militantes são mulheres.

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“A maioria tem cidadania alemã ou dois passaportes. Geralmente eles falam melhor alemão do que a língua do país de origem de seus pais ou avós”, disse o ministro.

Questionado sobre o temor de que extremistas islâmicos possam ter entrado na Alemanha juntamente com os milhares de refugiados que chegaram ao país este ano, de Maiziere disse que o governo está observando de perto qualquer pista que possa indicar algo suspeito.

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“Há muitos indícios de que os terroristas possam se misturar com os refugiados, mas até o momento não confirmamos nada”, comentou.

O ministro ainda disse que está trabalhando para reduzir o número de imigrantes que entram na Alemanha. A melhor forma de lidar com a questão, segundo ele, seria se a União Europeia concordasse em aceitar uma quota generosa de refugiados que seriam escolhidos pela Agência de Refugiados da Organização das Nações Unidas, a ACNUR. Uma proteção mais extrema das fronteiras da União Europeia também seria necessário.

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“Uma quota significa automaticamente limitar o número de refugiados”, disse.

A Alemanha registrou a entrada de mais de 900 mil imigrantes este ano, de acordo com o estado da Bavária.