Alckmin: vacina contra dengue pode demorar até um ano e meio para ser liberada

Segundo ele, a liberação depende da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a aplicação da imediata da vacina sem a fase clínica de testes

Comentar
Compartilhar
02 ABR 201517h10

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta quinta-feira que a liberação de uma vacina contra a dengue, que poderia minimizar a epidemia da doença no Estado, pode demorar até um ano e meio para ocorrer. Segundo ele, a liberação depende da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a aplicação da imediata da vacina sem a fase clínica de testes.

"O Instituto Butantan deu entrada na Anvisa na segunda-feira (o pedido) para iniciar o processo de vacinação. Se Anvisa disser que podemos começar a fazer, será já. Se entender que precisa da fase clínica, isso vai demorar um ano, um ano e meio para ter a vacina que se demonstrou muito eficaz e em dose única", disse o governador. Segundo ele, o Instituto Butantan já possui 12 mil doses de vacina contra a dengue após as duas primeiras fazes de testes laboratoriais.

Vacina da dengue pode demorar até um ano e meio para ocorrer (Foto: Divulgação)

Alckmin reafirmou ainda que o combate da dengue é "um esforço coletivo" de toda a população, já que até agora não existe tratamento para o vírus. "O único caminho é bloquear o hospedeiro, combater o mosquito transmissor da doença", concluiu Alckmin, que esteve em Araraquara.