Alckmin apresenta nova carteira de identidade para o Estado de São Paulo

Novo documento reduz possibilidade de falsificação e gera economia de mais de R$ 10 milhões por mês

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07 FEV 201412h37

O governador Geraldo Alckmin apresentou nesta quinta-feira, 6, a nova carteira de identidade para o Estado de São Paulo. A nova cédula de identidade é digitalizada, produzida a partir de coleta biométrica (eletrônica) de dados e com nove itens de segurança que dificultam fraudes, reduzindo significativamente a possibilidade de falsificações. O novo processo vai acelerar a emissão do documento, além de permitir a criação de um banco de dados que vai colaborar no esclarecimento de crimes.

“É um grande passo no sentido de facilitar a vida do cidadão, que vai ganhar tempo. O RG novo é mais seguro e mais rápido de ser solicitado. Além disso, temos o primeiro RG do país com QR Code”, afirmou Alckmin.

A medida faz parte de um processo de modernização do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), que passa a contar com uma nova Central de Expedição de Carteiras de Identidade Digitalizadas. A modernização do sistema trará ao Estado uma economia de mais de R$ 10 milhões por mês, já que o IIRGD emite cerca de 400 mil documentos a cada 30 dias.

Os novos RGs passarão a ser emitidos como novo layout - confeccionado em papel especial, com película protetora. O documento traz nova tipologia, o número do RG, por exemplo, aparece em vermelho e negritado, para facilitar a visualização. Foto e impressão digital também vão permitir imagens mais nítidas.

Nova cédula de identidade é digitalizada, produzida a partir de coleta biométrica de dados e com nove itens de segurança que dificultam fraudes (Foto: Edson Lopes Jr)

A Central do IIRGD – que não atende o público – e dez postos do interior já contam com os kits para a coleta eletrônica de digitais e fotos. Funcionam nas sedes dos Departamentos de Polícia Judiciária do Interior (Deinter). Até março, outros 200 kits serão enviados para o Interior para ampliação dos serviços. Para o atendimento ao público na capital, um projeto piloto entrará em funcionamento no Poupatempo da Luz, na próxima quinzena.

Nas próximas semanas, cada Seccional da Polícia Civil e 15 postos da Grande São Paulo vão receber os kits de coleta informatizada. A expectativa é que os 550 postos do Estado, incluindo os Poupatempos da capital, recebam os equipamentos eletrônicos até o final do ano.

Com a coleta eletrônica, o cidadão não precisará mais arcar com o custo para fornecer a fotografia, pois o sistema prevê uma captura digital e padronizada da foto nos postos de atendimento.

Mais segurança

A principal vantagem para o cidadão é a redução do risco de falsificação da cédula de identidade, já que o novo documento tem nove itens de segurança. Um deles será o chamado QR Code, impresso no verso do RG. O código armazenará as informações do documento, como nome, data de nascimento e de emissão e a fotografia encriptografados.

Além do QR Code, a cédula contará com outras marcas e sinais de segurança, como fundo invisível, sensível à luz ultravioleta, com o brasão da República e inscrições da Secretaria da Segurança Pública, Polícia Civil e IIRGD.

A cédula continuará contando com o código de segurança frontal, uma combinação de letras e números que permite a verificação de sua autenticidade.

Funcionários da Polícia Civil já foram treinados para operar as ferramentas do sistema, composto por um kit móvel com notebook, pad de assinatura, scanner, tripé, painel e máquina fotográfica digital.

O mesmo procedimento será adotado para a emissão da carteira funcional de policiais civis.

Banco de dados

O novo sistema de coleta das digitais cria um banco de dados de identificação civil e criminal. Gerenciado pelo software AFIS (Automated Fingerprint Identification System), a ferramenta guarda no banco de dados todas as digitais de novos RGs emitidos.

O banco de dados será alimentado pelos cadastros do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Já estão em processo de migração para o sistema AFIS 12 milhões de arquivos do Detran e 350 mil do Projeto Phoenix da Polícia Civil, onde é possível identificar se uma pessoa tem passagem pela polícia.

A estimativa é que em 24 meses, o banco de dados conte com 20 milhões de registros. Quando o banco de dados atingir esta marca, o RG poderá ser emitido em 24 horas na capital e na Grande São Paulo e em 10 dias no Interior. Hoje, os prazos são de oito, 30 e até 60 dias, respectivamente.

O AFIS permitirá o reconhecimento e comparação das digitais cadastradas no acervo com aquelas encontradas em locais de crime - cerca de 17 mil laudos de fragmentos de locais de crime estão sendo digitalizados. Por isso, a medida facilita o esclarecimento de delitos, indicando o possível autor.

Dentro do sistema, será criado, ainda, um banco de dados para cadastro exclusivo de crianças a partir de 5 anos. O chamado “RG Estudantil” facilitará nas investigações de casos de crianças desaparecidas.

Investimento

A criação da nova Central de Expedição de Carteiras de Identidade Digitalizadas é fruto de um contrato de 27 meses com uma empresa terceirizada no valor de R$ 79 milhões.

Anualmente, o processo de modernização custará R$ 39 milhões. Somente no ano passado, o IIRGD arrecadou cerca de R$ 52 milhões com as taxas de emissão de 2ª via do documento de identidade. A empresa contratada por meio de licitação será responsável, ainda, por fornecer os espelhos e películas do RG, eliminando custos extras ao Governo do Estado.

A Polícia Civil já autorizou, ainda, a instalação de novos postos de identificação nas Delegacias Seccionais da capital, nos aeroportos de Guarulhos, Congonhas e Viracopos, Porto de Santos, nos terminais rodoviários do Tietê, Barra Funda e Jabaquara e nos Centros de Integração da Cidadania (CICs).

Serviço

A primeira via do RG é conferida de forma gratuita; para a segunda é cobrada uma taxa de R$ 30,21. O documento antigo continua tendo validade. Os RGs podem ser emitidos nos postos do Poupatempo, demais postos do IIRGD. As pessoas devem estar munidas de Certidão de Nascimento ou Casamento e de uma foto 3X4 recente, nas unidades que ainda não contam com o sistema eletrônico.