Airbus confirma queda de avião de carga na Espanha

A emissora estatal espanhola TVE informou que dois membros da tripulação foram levados para um hospital local com ferimentos muito graves

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09 MAI 201512h47

A Airbus confirmou que um avião de carga A400M caiu em Sevilha, na Espanha, e que a aeronave tinha como destino ser entregue à força aérea turca. A Airbus enviou técnicos para o local, disse um porta-voz.

A emissora estatal espanhola TVE informou que dois membros da tripulação foram levados para um hospital local com ferimentos muito graves.

Mais cedo, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, disse que um avião de transporte militar da Airbus havia caído perto de Sevilha, matando até 10 pessoas a bordo. Rajoy disse que a tripulação, aparentemente, era composta de trabalhadores da Airbus e não militares.

O acidente é o primeiro de uma aeronave de transporte militar A400M, que a Airbus monta em uma fábrica em Sevilha.

O ministério da Defesa do Reino Unido disse que suspendeu temporariamente os voos com sua frota de dois aviões de transporte A400M, como medida de precaução até que se saiba mais sobre o motivo da queda da aeronave.

A Airbus tem encontrado dificuldades no desenvolvimento e produção do avião. O programa foi executado com custos maiores e atraso.

O acidente ocorre durante um período difícil para o programa. Em janeiro, a Airbus substituiu o chefe da unidade de aviões militares por causa de problemas técnicos e de produção na aeronave.

A Airbus vendeu 174 dos aviões de carga militares, com pedidos de oito países. O primeiro foi entregue à Força Aérea Francesa em 2013. A Turquia, o Reino Unido e a Alemanha estão entre os países que receberam aviões de transporte A400M.

A fabricante de aviões estava começando a promover agressivamente os aviões nos mercados em todo o mundo, na esperança de obter mais encomendas. Funcionários da Airbus disseram que não devem ganhar dinheiro com o avião, a menos que a empresa garanta acordos adicionais após o programa de desenvolvimento ter custo maior que o previsto. A Airbus considerou em um momento abandonar o programa devido a derrapagens de custos.