Banda de reggae Afrodizia lança novo single “Racistas Não!”

Banda ainda vai lançar videoclipe, websérie, documentário e game para discutir um dos temas mais urgentes da era digital

Foto promocional de uma banda de música composta por cinco integrantes de estilos diversos, sobreposta por linhas digitais finas que lembram um sistema de reconhecimento facial, contra um fundo cinza escuro.

Afrodizia ganhou o prêmio Profissionais da Música na categoria reggae em 2025 | Foto : Louiz Baptista

A banda de reggae Afrodizia, de Itanhaém, lançou um novo single “Racistas Não!”, na última sexta-feira (27), nas plataformas digitais. Trata-se de uma obra que transforma o debate sobre racismo estrutural e racismo algorítmico em uma ampla experiência artísticas e educativa, reunindo música, audiovisual, tecnologia e participação do público. 

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“O que acontece quando uma mensagem antirracista precisa disputar espaço em plataformas controladas por algoritmos?”

Foi a partir dessa pergunta que nasceu “Racistas Não!”, novo single da banda Afrodizia, conhecida como um dos principais nomes da história do reggae brasileiro.

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O lançamento se transforma em um projeto transmídia que reúne videoclipe, websérie, documentário, game virtual, conteúdos educativos e um experimento artístico com Inteligência Artificial para discutir os impactos do racismo algorítmico na sociedade contemporânea.

O projeto “Racistas Não!” aborda o racismo estrutural sob uma perspectiva ainda pouco explorada no Brasil. A forma como sistemas digitais e algoritmos podem reproduzir desigualdades presentes na sociedade.

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Durante a construção do projeto, os integrantes do Afrodizia mergulharam em pesquisas sobre racismo algorítmico, conceito utilizado para descrever situações em que sistemas de recomendação, inteligência artificial e plataformas digitais reproduzem ou amplificam vieses discriminatórios presentes nos dados com os quais são treinados.

Ampliar o debate

A ideia do projeto é ampliar o debate sobre o tema. Entre as iniciativas a serem lançadas destacam-se uma websérie que acompanha os desafios da divulgação de uma música antirracista em ambientes digitais, a partir de 30 de junho.

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Além de um jogo virtual no qual os participantes assumem o papel de embaixadores antirracistas, a partir do dia 10 de julho. E, ainda, um documentário sobre o processo criativo da obra e conteúdos educativos para as redes sociais.       

Um dos destaques do projeto é um videoclipe, produzido com Inteligência Artificial (IA) e dirigido por Arnaldo Belotto. A produção busca provocar uma reflexão sobre a necessidade de alimentar sistemas de IA com referências, narrativas e conteúdos comprometidos com a diversidade e a justiça social. O vocalista da banda, Ale Massau, afirma que a discussão proposta pelo projeto dialoga com os desafios contemporâneos da comunicação.

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“Se os algoritmos aprendem com os dados que recebem, precisamos discutir quais valores estamos ensinando às máquinas. A tecnologia não está separada da sociedade. Ela aprende com ela”, ressalta.

Ao unir música, tecnologia e educação, o projeto propõe uma reflexão sobre o papel da Inteligência artificial na construção faz narrativas contemporâneas e sobre a responsabilidade coletiva na criação de ambientes digitais mais inclusivos.    

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A banda Afrodizia

Com 27 anos de carreira, o Afrodizia é um dos maiores representantes do reggae brasileiro no cenário internacional. A banda já realizou mais de 80 apresentações em países como França, Suíça, Áustria e Eslovênia, incluindo participação no Montreux Jazz Festival.

Em 2025, a banda Afrodizia recebeu o Prêmio Profissionais da Música na categoria reggae.

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Formada em Maringá (PR) e radicada em Itanhaém (SP), a banda soma quatro álbuns autorais – Todas as Tribos, Mutação, Peace e Mutación e Amar. Reconhecido por sua sonoridade que combina a raiz do reggae com a riqueza da música brasileira, o grupo construiu uma trajetória marcada pela cultura da paz, da identidade negra e da justiça social. A banda Afrodizia é composta por Ale Massau (voz), Priscilla Cantarelli (teclados), Tony Sheen (bateria), Diogo Morgado (guitarra) e Edward Sub (baixo).