Aeroporto de Guarujá: prefeito Farid assina etapa decisiva para liberar operação de voos

Prefeitura oficializa estudos obrigatórios de proteção aérea, considerados fundamentais para a homologação e funcionamento do futuro Aeroporto Civil Metropolitano

O Aeroporto de Guarujá foi projetado para atender aeronaves do tipo 2C (ATR 72) e contará com pista de 1.390m x 45m

O Aeroporto de Guarujá foi projetado para atender aeronaves do tipo 2C (ATR 72) e contará com pista de 1.390m x 45m (Divulgação/PMG)

Um dos projetos mais aguardados para a mobilidade e desenvolvimento regional da Baixada Santista avançou mais uma etapa. O prefeito Farid Madi assinou a ordem de serviço. Ela autoriza o início da atualização dos planos de proteção aérea necessários para a implantação do futuro Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá.

A assinatura ocorreu na última sexta-feira (22), durante reunião realizada na Base Aérea. Ela representa uma fase considerada obrigatória para a homologação do aeroporto e o início das operações de pousos e decolagens.

Foram oficializados dois estudos técnicos considerados essenciais para a infraestrutura aérea: Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromo (PBZPA) e Plano de Zona de Proteção de Auxílios à Navegação Aérea (PZPANA). Os trabalhos serão executados pela empresa Surface Engenharia e Topografia LTDA.

Os estudos têm como objetivo estabelecer parâmetros para garantir segurança operacional durante pousos, decolagens e procedimentos de navegação aérea.

Somente após a conclusão e aprovação dessas análises o aeroporto poderá avançar para a etapa de homologação junto aos órgãos reguladores.

Atualização levará em conta mudanças no entorno

Segundo informações apresentadas durante o encontro, o sistema de zoneamento aéreo passará por atualização baseada em elementos existentes ao redor da futura estrutura aeroportuária.

Entre os fatores avaliados estão antenas, edifícios, residências, árvores, muros e demais estruturas urbanas. As revisões também seguirão as novas exigências do Departamento de Controle do Espaço Aéreo.

Já a Agência Nacional de Aviação Civil exige a atualização desses planos como requisito para a operação de aeroportos civis.

A implantação do sistema de proteção aérea poderá trazer impactos diretos ao planejamento urbano de Guarujá. Isso porque determinadas áreas precisarão respeitar limites de altura e outras exigências relacionadas à segurança das operações aéreas.

Na prática, setores como construção civil poderão ter de seguir parâmetros específicos previstos no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU). Isso também está previsto na Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS).

Prefeitura investirá R$ 1,8 milhão na etapa

O investimento municipal para execução dos estudos ultrapassa R$ 1,8 milhão. Além do prefeito, participaram do encontro representantes da Infraero, Aeronáutica, secretários municipais, vereadores e integrantes da empresa responsável pelo serviço.

A expectativa da administração municipal é que a chegada do aeroporto provoque impactos econômicos relevantes em Guarujá e em toda a Baixada Santista.

Entre os efeitos esperados estão o aumento do fluxo turístico, a geração de empregos e o fortalecimento da economia local. Há também a ampliação da mobilidade regional e a atração de novos investimentos.

A Prefeitura também destaca investimentos recentes em infraestrutura urbana ligados ao projeto. Entre eles, estão melhorias na Avenida Áurea Gonzales de Conde, uma das principais vias de acesso ao futuro terminal aeroportuário.