Aeroporto de Guarujá deve ‘decolar’ em 2019

De licitação deverá ser publicado no Diário Oficial de Guarujá até o final de dezembro próximo, afirma Governo Municipal

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30 NOV 2018Por Carlos Ratton08h40
A audiência pública foi realizada na última quarta-feira (28), na Câmara de Vereadores de GuarujáA audiência pública foi realizada na última quarta-feira (28), na Câmara de Vereadores de GuarujáFoto: Divulgação/PMG

A edital de licitação para a construção e operação do Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá deverá ser publicado no Diário Oficial do Município até o final de dezembro próximo e os primeiros voos deverão acontecer até o final de 2019. Pelos menos é essa a expectativa do secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico e Portuário Gustavo Martins Rondini, um dos responsáveis, na última quarta-feira, pela primeira audiência pública para discutir a implantação do aeródromo.

Ele não arriscou uma data específica, mas acredita que em abril do ano que vem, caso não haja surpresas com relação aos trâmites do edital, a Administração terá condições de iniciar os processos visando a obtenção das licenças ambientais, necessárias para dar continuidade ao equipamento provisório que irá funcionar em uma área já consolidada, que já está pronta para receber obras de adaptação.                   
“Estamos trabalhando de forma bastante transparente. O edital será publicado dentro de 60 dias. Vamos julgar quem serão os habilitados e a outorga. O valor estipulado de investimentos é pouco mais de 68 milhões durante os 30 anos de concessão para quem irá construir, equipar e explorar o aeroporto”, afirmou Rondini.

A receita operacional do aeroporto está estimada em R$ 640 milhões e os custos serão de R$ 260 milhões nas três décadas de concessão. No primeiro ano de atividade, a movimentação estimada é de 80 mil pessoas.

Segundo o secretário adjunto, a área consolidada fica na Base Aérea de Santos e os equipamentos já existentes serão reformados. A área cedida à Prefeitura anteriormente possui muita vegetação nativa e, consequentemente, um tempo grande para conseguir as licenças ambientais.

“Preiteamos a área consolidada, que abrange um terminal de passageiros de 700 metros e um estacionamento, que serão utilizados provisoriamente por cinco anos (60 meses). No 61º mês, essa área já estará acoplada ao equipamento definitivo, que será construído ao lado, onde a vegetação é bem menor. A empresa terá um ano para regularizar a área”, ­completa.

A Prefeitura pretende a concessão de uma área de 50 mil metros quadrados, para a expansão do terminal definitivo. No entanto, segundo Rondini, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) é que homologará tudo.
“Vamos fiscalizar os requisitos obrigatórios exigidos do concessionário, para que os primeiros voos ocorram até o final de 2019”, finalizou.

O presidente da Câmara, Edilson Dias (PT), estava otimista. “Teremos outras audiências para analisar o projeto finalizado e o edital concretizado. No entanto, é importante que o aeroporto esteja saindo do papel”, afirmou.