Advogados divulgam nota em nome de donos da Boate Kiss

Segundo o documento, a situação da empresa é regular e a boate tinha todos os equipamentos para combater incêndios.

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28 JAN 201310h28

O escritório de advocacia Kümmel & Kümmel divulgou comunicado na noite de ontem (27) em nome da Boate Kiss, local do incêndio em que pelo menos 233 pessoas morreram nesta madrugada. Na nota, a empresa Santo Entretenimento Ltda. manifesta o seu “maior sentimento de dor e de solidariedade em decorrência da lamentável tragédia”.

Segundo o documento, a situação da empresa é regular e a boate tinha todos os equipamentos “previsíveis e necessários” para combater incêndios, conforme normas do Corpo de Bombeiros. A boate ainda informa que os equipamentos atendem “às necessidades da casa e de seus frequentadores”.

A empresa diz lamentar a extensão da tragédia, “que excedeu a toda a normalidade e previsibilidade de qualquer atividade empresarial”, e credita o incêndio a uma fatalidade. “Somente Deus tem condições de levar o consolo e o conforto espiritual que desejamos a todos os familiares e ao povo santamariense, gaúcho e brasileiro”.

A nota ainda informa que a empresa já se colocou à disposição para fornecer documentos necessários para a apuração dos fatos e que todas as informações serão esclarecidas.

Os corpos da vítimas estão sendo velados na manhã desta segunda-feira (28) (Foto: Adriana Franciosi/AE)

Em conversa, o advogado Eduardo Kümmel informou que a nota divulgada mais cedo em página atribuída à Boate Kiss no Facebook não foi redigida pelos donos da empresa. O documento, assinado por um administrador chamado Armando Neto, afirmava que o quadro de funcionários tem a “mais alta qualificação técnica” e estava “devidamente treinado e preparado para qualquer situação de contingência”.

Em contato com um dos telefones divulgados no comunicado na internet, uma mulher que se disse funcionária da empresa garantiu que Armando Neto é gerente da boate e estaria disponível para falar em horário comercial a partir de hoje (28).

Kümmel não quis dar mais detalhes sobre a situação de seus clientes, inclusive sobre o teor dos esclarecimentos prestados à polícia e sobre a validade do alvará de funcionamento. O advogado disse que o contato com seus clientes é recente e que as estratégias de defesa ainda estão sendo definidas.