Cotidiano
O caso mobilizou o Corpo de Bombeiros Voluntários da cidade que socorreu a vÃtima ainda na parte da manhã
A Jararacuçu (Bothrops jararacussu) é uma vÃbora venenosa da famÃlia dos viperÃdeos / Márcio Ribeiro/DL
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Uma cobra picou um adolescente nesta terça (21) em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, em uma localidade que possui grande área de mata. A vÃtima, um adolescente de 17 anos, precisou ser socorrido pelos bombeiros e levado até o hospital para melhores cuidados médicos.
Segundo a famÃlia do menor, a serpente seria da espécie jararacuçu, mas a cobra não foi encontrada no local para que a informação fosse confirmada.
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O caso mobilizou o Corpo de Bombeiros Voluntários da cidade que socorreu a vÃtima ainda na parte da manhã.
De acordo com o informado, o menino tinha ferimentos no pé e sintomas de taquicardia, ou seja, batimentos cardÃacos acelerados.
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Mais informações a respeito do estado de saúde atual do adolescente ainda não foram divulgadas.
A Jararacuçu (Bothrops jararacussu) é uma vÃbora venenosa da famÃlia dos viperÃdeos. Pode chegar até a 2 m de comprimento e coloração dorsal variável, com predominância do escuro e do amarelo.
Pode ser encontrada na BolÃvia, Paraguai, Argentina e Brasil (Centro Sul), em ambientes de Mata Atlântica e floresta semi-decÃdua, no solo e principalmente de noite, quando fica mais ativa.
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Elas são muito temidas pela quantidade de veneno que podem injetar. De acordo com os especialistas, na lÃngua tupi, jararacuçu significa "serpente venenosa grande". Â
Possui uma peçonha potente que pode gerar dor local, abscessos, inchaço, necrose, choque, incoagulabilidade sanguÃnea, hemorragia externa grave e insuficiência renal.
Há relatos de insuficiência circulatória e respiratória, necrose tubular aguda (sendo a principal causa de insuficiência renal), edema cerebral, hemorragia intracerebral e falência renal.Â
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Em janeiro de 2023, uma exemplar fêmea desta espécie pôde ser vista por vários dias na parte da manhã, em uma praia do Parque Estadual do Itinguçu, quando ela saÃa para tomar sol sempre no mesmo lugar e horário. Quando o sol esquentava muito, ela voltava para a mata.
O exemplar foi monitorado pelos Monitores Ambientais que atuam na unidade. Eles garantiram que ninguém se aproximasse do local e que a serpente pudesse ficar em paz naquele lugar.